Dinheiro
05/06/2008 - 14h42

Bolsas européias fecham sem direção definida com possível alta de juros

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da Folha Online

As Bolsas européias encerraram o pregão desta quinta-feira divididas entre um otimismo com o setor de telecomunicações e as declarações do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, sobre uma eventual alta de juros em julho.

A Bolsa de Londres subiu 0,42%, para 5.995,30 pontos; a Bolsa de Zurique teve alta de 0,70%, indo para 7.567,23 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve ganho de 0,775, indo para 482.26 pontos; e a Bolsa de Milão subiu 0,33%, indo para 25.178 pontos. Em baixa fecharam a Bolsa de Paris, com queda de 0,16%, indo para 4.907,06 pontos; e a Bolsa de Frankfurt caiu 0,34%, fechando com 6.941,83 pontos.

O índice FTSEurofirst 300 --que reúne as ações das principais empresas européias-- fechou em baixa de 0,2%, com 1.309,51, menor encerramento desde 22 de abril.

As ações do setor bancário encerraram o dia com resultados diversos: os papéis do Credit Agricole caíram 8%, depois que o banco anunciou um preço muito abaixo do esperado para os papéis em sua oferta de 5,9 bilhões de euros. As ações do Royal Bank of Scotland, no entanto, subiram 3,8%, impulsionados pela recomendação de compra feita pelo Citigroup, e as do UBS subiram 4,2%.

No setor de telecomunicações, os papéis da Vodafone subiram 3,8%, depois que a Verizon Wireless (na qual a Vodafone tem uma participação de 45%) anunciou a compra da Alltel por US$ 28,1 bilhões. As ações da TeliaSonera subiram 6,5% depois que a France Telecom fez uma proposta de compra de US$ 41 bilhões --a TeliaSonera considerou baixo o valor. Os papéis da France Telecom caíram 5,1%. As ações da Telecom Italia subiram 4,5%.

Já as ações da Nokia caíram 3,8% depois que o banco de investimentos Goldman Sachs informou que a empresa pode obter um resultado abaixo do esperado no segundo trimestre e pode não conseguir oferecer telefones com a tecnologia touchscreen (tela de toque) em volume adequado antes de 2009.

Os investidores europeus encontraram algum suporte no dado sobre pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e nos resultados de algumas das principais redes varejistas americanas referentes a maio. A consultoria Thomson Financial informou, segundo a agência de notícias Associated Press, que das 23 redes varejistas que já divulgaram resultados de maio até o momento, 13 superaram as previsões, três ficaram dentro das expectativas e sete tiveram resultados abaixo do esperado. Entre os destaques ficaram as vendas nas mesmas lojas (abertas há pelo menos um ano) do Wal-Mart (+3,9%), Costco (+9%), TJX (+2%), Nordstrom (+10,9%) e Aeropostale (+6%).

Hoje o Departamento do Trabalho anunciou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caiu em 18 mil na semana encerrada no dia 31 de maio, totalizando 357 mil solicitações do benefício. O total da semana imediatamente anterior ficou em 375 mil (dado revisado).

Amanhã o departamento deve divulgar os dados referentes à criação de emprego e à situação do desemprego em maio; a expectativa dos analistas é de uma eliminação de 60 mil empregos. Em abril o departamento registrou a eliminação de 20 mil empregos na economia americana, marcando quatro meses seguidos de fechamento de postos de trabalho no país.

Hoje, o BCE (Banco Central Europeu) manteve sua taxa básica de juros em 4%. O presidente do banco, Jean-Claude Trichet, disse que não está descartada a possibilidade de uma elevação dos juros na próxima reunião, a fim de combater a inflação. O BCE advertiu há muito tempo sobre a existência de pressões inflacionárias na zona do euro a curto e médio prazo, como conseqüência da alta dos preços da energia e de alguns alimentos.

 

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