Múcio diz que "ressentimento" de Denise Abreu pode estar por trás de denúncias
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse nesta quinta-feira que o ressentimento pode estar por trás das denúncias feitas pela ex-diretora da Anac (Agências Nacional de Aviação) Denise Abreu contra a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
"Vamos torcer para que a carga emocional e a dosagem de ressentimento não atrapalhe os fatos que deverão surgir e que precisam ser esclarecidos", disse Múcio em relação ao convite para que a ex-diretora deponha no Senado.
Sobre a possibilidade de convocação da ministra Dilma, Múcio afirmou que é preciso primeiro ouvir os esclarecimentos de Denise Abreu.
"Nós vamos primeiro ouvir as denúncias, sem ser através da imprensa. O Senado, eu soube, que ia convidar para que a doutora Denise venha dizer verdadeiramente o que aconteceu, para separar o ressentimento e, de posse dos fatos, podermos responder a todas as questões", disse Múcio.
"A doutora Denise vai ter a chance de, com tranqüilidade, diante do Congresso Nacional, dizer quais foram os motivos que levaram a fazer essa denúncia."
O ministro afirmou ainda que há uma "dosagem alta de ressentimento" nas denúncias. "Mas isso não significa que absolutamente tudo é ressentimento. O que não for ressentimento será esclarecido. O que nós precisamos é não ter medo dos fatos."
Denúncias
Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", a ex-diretora da Anac Denise Abreu afirma que a Casa Civil favoreceu a venda da VarigLog e da Varig ao fundo Matlin Patterson e aos três sócios brasileiros.
Ela afirma que Dilma a desestimulou a pedir documentos que comprovassem a capacidade financeira dos três sócios (Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel) para comprar a empresa, já que a lei proíbe estrangeiros de possuir mais de 20% do capital das companhias aéreas.
A ex-diretora, que se diz vítima de uma armação, afirmou ainda que a filha e o genro do advogado Roberto Teixeira usaram sua influência para pressioná-la.
Ontem, a ministra Dilma Rousseff negou as acusações de Abreu. "As acusações feitas pela doutora Denise Abreu são falsas', disse a ministra. Ela afirmou que estranha as declarações da ex-dirigente da Anac, que inclusive já trabalhou na Casa Civil do atual governo durante a gestão de outro ministro, José Dirceu.
"Eu queria destacar que este tema foi tratado no âmbito da Anac e também no âmbito do processo de falência da Varig. O governo teve uma grande preocupação com a falência da Varig e com a descontinuidade do serviço. As acusações serão respondidas no âmbito da Anac e do processo de falência", afirmou Dilma.
Entenda o caso
A VarigLog é a ex-subsidiária da Varig de transporte de cargas. A companhia é alvo de um imbróglio empresarial envolvendo o fundo Matlin Patterson e os três sócios brasileiros, que travam disputas judiciais no Brasil e no exterior desde a metade do ano passado.
O fundo se associou, por meio da Volo do Brasil, com três brasileiros para controlar a empresa, mas houve um desentendimento na gestão dos recursos recebidos pela venda da Varig para a Gol --a VarigLog comprou as operações da Varig em leilão por US$ 24 milhões e depois revendeu a companhia aérea à Gol por US$ 320 milhões.
Por conta das disputas judiciais, há meses a VarigLog enfrenta sérios problemas, como suspensão de serviços e arresto de aeronaves por falta de pagamento a fornecedores e prestadores de serviços. Os funcionários também estão com salários atrasados.
Em abril, o juiz José Paulo Magano determinou a volta do fundo americano para a gestão da VarigLog e excluiu os brasileiros da sociedade. À época, o advogado Nelson Nery Junior, que representa o Matlin, informou que havia sido fixado pagamento de US$ 428 mil para cada um dos três sócios.
Logo em seguida, o juiz mandou bloquear uma transferência de recursos da conta na Suíça da VarigLog para o Brasil e afastar Lap Chan, então gestor do fundo, do comando da empresa. Sobre isso, Nery Junior afirmou que o dinheiro seria usado na criação de uma linha de crédito para socorrer a empresa e não era uma tentativa de desvio.
Leia mais
- Comissão convida Denise Abreu e mais 11 para falar sobre caso Varig
- Bernardo defende Dilma, mas apóia investigação no caso VarigLog
- STJ mantém ações da Gol em poder da VarigLog como indisponíveis
- Denúncias sobre venda da Varig devem ser apuradas, diz Solange Vieira
- Presidente do Senado descarta CPI para investigar denúncias contra Dilma
Especial


Só que eles se esquecem que o poder não é eterno, tem eleições de 2 em 2 anos, tudo muda nessa vida!
avalie fechar
Eu já vi as propagandas do PT na televisão e estou igualmente enojado pelo calibre das mentiras... A martaxa não fala nada do enriquecimento duvidoso (aumento de capital de 60%), tambem não fala nada das obras que tiveram que ser reformadas, da divida milionária que deixou para a prefeitura (e que o sr lula fez questão de NÃO COBRAR)... da taxa de lixo que não serviu parar nada.... (como ela arrecadou tanto dinheiro e não fez nada que prestasse)
avalie fechar
E tome propaganda do PT News 24 horas no ar.
É tanta besteira que da nojo, e o deboche então?
O propagandista tira uma de nossas caras, e continua fazendo propaganda e escrevendo errado de propósito.
Falar a verdade ele não fala, prefere dissimular.
Faz de conta que a Denise não existiu, que as comissões para os compadres beneficiados do caso VARIG também não existem.
Hipocrisia pura!
E a culpa é da mídia, é o que prega o PT News.
avalie fechar