Declaração da cúpula da ONU sobre alimentos é aprovada com objeções e críticas
da Efe
da France Presse, em Roma
Atualizada às 17h22
A declaração final da cúpula sobre segurança alimentar que a (ONU) Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) propôs em Roma foi aprovada, nesta quinta-feira, com os compromissos de eliminar a fome do mundo e de não utilizar os alimentos como um instrumento político e econômico.
O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, avaliou que os resultados obtidos após a cúpula sobre segurança alimentar estiveram "à altura das expectativas".
| Dario Pignatelli/Reuters |
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| Diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, avaliou resultados como "dentro das expectativas" |
Diouf se mostrou muito satisfeito por ter havido um consenso que permitiu a aprovação de uma declaração, apesar de o texto ter recebido críticas de países como Argentina, Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua, que condenaram a falta de medidas reais para a erradicação da fome no mundo.
Após a aprovação do texto, Equador, Nicarágua e Bolívia se uniram às críticas de Argentina, Venezuela e Cuba, mas o presidente do plenário impediu que as delegações se manifestassem.
A representante equatoriana disse que "são muitos os países que não estão de acordo" com a minuta da declaração, embora nenhum tenha bloqueado a aprovação do documento, com exceção da Argentina, que fez objeção ao texto inteiro.
Na declaração, os líderes dos países que participam da cúpula voltam a se comprometer com a erradicação da fome no mundo e a não utilização dos alimentos como um instrumento político e econômico.
A minuta também reitera que é "inaceitável que 850 milhões (de pessoas) continuem desnutridas", e destaca o "esforço constante" que a comunidade internacional fará para 'erradicar a fome'.
Os 193 países que integram a FAO, no entanto, se comprometeram a reduzir "à metade, até 2015", o número de pessoas que passam fome no mundo, segundo os termos da declaração final a que se chegou depois de complexas negociações.
Ajuda
A reunião de cúpula da FAO conseguiu recolher mais de US$ 6,5 bilhões para lutar contra a fome no mundo, anunciou há pouco em Roma o diretor dessa agência das Nações Unidas, o senegalês Jacques Diouf.
No momento, 850 milhões de pessoas sofrem de desnutrição e a nova crise de preços dos alimentos arrastou outros 100 milhões para a indigência.
Convocada pela ONU, junto com as demais agências das Nações Unidas, o Bird (Banco Mundial) e o FMI (Fundo Monetário Internacional), a reunião de cúpula de três dias, que contou com a participação de 40 chefes de Estado e de Governo, teve como objetivo analisar os efeitos da alta do preço dos alimentos nessa onda de fome observada no mundo.
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