Dinheiro
05/06/2008 - 16h48

Dólar fecha a R$ 1,62; BC age para segurar cotação

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da Folha Online

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,627, queda de 0,18%, nos últimos negócios desta quinta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,740 (venda), estável sobre a taxa final de ontem.

Ontem, o Copom (Comitê de Política Monetária) aprovou, por unanimidade, o ajuste da taxa Selic de 11,75% para 12,25%. A decisão foi bem recebida pelo mercado financeiro: a maioria dos analistas apostava em uma alta de 0,50 ponto percentual. O consenso aponta para mais três ajustes do mesmo porte, pelo menos, até o final deste ano.

O Banco Central promoveu leilão de câmbio às 12h e aceitou ofertas dos dealers por R$ 1,6275 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais era de US$ 199,290 bilhões. Operadores comentaram que o BC agiu de forma mais agressiva hoje, o que pode ter contribuído para segurar a cotação no dia, que oscilou entre a máxima de R$ 1,638 e a mínima de R$ 1,623.

"Hoje, havia todas as razões para o dólar cair: as Bolsas subindo e o fato do Copom ter ajustado a Selic, embora isso não fosse realmente a novidade. É que hoje o mercado se assustou um pouco com a declaração do presidente do BCE [Banco Central Europeu] de que na próxima vez os juros [da zona do euro] podem subir", comentou Ideaki Iha, profissional da corretora Fair. "E nesta semana, o Bernanke já gerou algum nervosismo com a declaração dele sobre o dólar", acrescenta.

Entre as principais notícias do dia, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou hoje que manteve a taxa básica de juros na zona do euro em 4%. O presidente Jean-Claude Trichet, no entanto, alertou que a autoridade monetária "não descartará em sua próxima reunião subir a taxa de juros", a fim de garantir a estabilidade de preços.

E na terça-feira, o presidente do banco central americano, Ben Bernanke, afirmou que o Fed estava "atento" ao dólar fraco, devido ao seu potencial de impacto sobre a inflação. As declarações tiveram efeito imediato sobre o mercado mundial de câmbio e contribuíram para recuperar os preços da moeda americana.

Juros futuros

Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros elevou as taxas projetadas para 2010 e 2011.

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 13,13% ao ano para 13,08%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 14,22% para 14,39%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 14,18% para 14,40%.

Comentários dos leitores
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
4 opiniões
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JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
O SALARIO NO BRASIL É REALMENTE BAIXO, PORÉM INCIDE MUITO ENCARGOS QUE ENCARECEM ESSES SALARIOS PARA AS EMPRESAS, POR EXEMPLO, PORQUE PAGAR PLANO DE SAÚDE SAÚDE PARA OS FUNCIONÁRIO TEMOS O "SUS".? AGORA NÃO É O MAIS BAIXO DO MUNDO. AGÚEM JÁ PROCUROU SABER QUANTO GANHA UM TRABALHAR CHINÊS, CONSIDERADA E SEGUNDFA ECONOMIA MUNDIAL? sem opinião
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Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Ora, ora, o banco americano Goldman Sachs que não conseguiu prever a crise economica que acometeu e quase levou na enxurrada de falencias a propria instituição, continua a tecer opiniões sobre a economia alheia. Agora quer prejudicar a economia brasileira com essas afirmações que tendem a criar um recuo ou tensão no dinheiro que vem sendo investido no Brasil.
Esses safados que não previram a crise global, deveriam ficar de boca fechada.
sem opinião
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