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Dinheiro
05/06/2008 - 17h46

Emprego e varejo fazem Bolsas americanas fecharem em alta

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da Folha Online

As Bolsas americanas fecharam em alta nesta quinta-feira. Os investidores ficaram otimistas com a queda no número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA na semana passada, além dos resultados positivos das vendas de algumas das principais redes varejistas americanas em maio.

O Dow Jones Industrial Average --principal indicador da Bolsa de Valores de Nova York-- teve alta de 1,73%, para 12.604 pontos, enquanto que o S&P 500 teve avanço de 1,95%, a 1.404 unidades. Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite subiu 1,87%, para 2.549 pontos.

O Departamento do Trabalho anunciou hoje que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caiu em 18 mil na semana encerrada no dia 31 de maio, totalizando 357 mil solicitações do benefício. O total da semana imediatamente anterior ficou em 375 mil (dado revisado).

Os dados foram vistos como sinal positivo para investidores e economistas, que temem que a crise imobiliária e de crédito nos EUA esteja afetando o mercado de trabalho. Ontem, a consultoria ADP Employer Services divulgou estudo em que informou estimar em 40 mil a criação de empregos no setor privado da economia americana no mês passado.

Amanhã o Departamento de Trabalho deve divulgar os dados referentes à criação de emprego e à situação do desemprego em maio. A expectativa dos analistas é de uma eliminação de 60 mil empregos. Em abril, o departamento registrou a eliminação de 20 mil empregos na economia americana, marcando quatro meses seguidos de fechamento de postos de trabalho no país.

Hoje também a consultoria Thomson Financial informou que das 23 redes varejistas que já divulgaram resultados de maio até o momento, 13 superaram as previsões, três ficaram dentro das expectativas e sete tiveram resultados abaixo do esperado. Entre os destaques ficaram as vendas nas mesmas lojas (abertas há pelo menos um ano) do Wal-Mart (+3,9%), Costco (+9%), TJX (+2%), Nordstrom (+10,9%) e Aeropostale (+6%).

O aumento refletiu o aumento da renda disponível para gastos dos consumidores, com os cheques de restituição de impostos enviados pelo governo, dentro do programa do governo americano para estimular a economia --afetada pela crise imobiliária e de crédito.

O setor de telecomunicações também ofereceu uma notícia positiva hoje: a Verizon Wireless adquiriu a Alltel Communications por US$ 5,9 bilhões em dinheiro --e irá assumir dívidas de US$ 22,2 bilhões.

"Parece que os EUA não estão em recessão, mas sim, eu diria, em um ritmo morno [de crescimento]", disse à agência Associated Press o estrategista de investimentos Subodh Kumar, da Subodh Kumar & Associates, em Toronto (Canadá).

Já o estrategista-chefe de mercados Alfred Goldman, do Wachovia Securities, disse que a economia está entrando em um período mais robusto devido à habilidade dos investidores em não reagir excessivamente a más notícias, como altas do petróleo e dólar em baixa, e em focalizar nos dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego divulgados hoje.

"O que os investidores estão fazendo é olhar além dos picos e vales adiante (...) O cenário maior é o de que o mercado está transitando de uma fase de baixa para uma de alta", disse.

 

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