Roma frustra "revolução" de Lula com biocombustíveis
da Folha Online
A cúpula sobre segurança alimentar em Roma foi frustrante para quem, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vê nos biocombustíveis o elemento-chave para uma "revolução" não só na matriz energética mundial mas também no desenvolvimento dos países mais pobres (África, Caribe e América Central), segundo reportagem de Clóvis Rossi na Folha (íntegra do texto restrita para assinantes do jornal e do UOL) desta sexta-feira.
O encontro não produziu nada que ajudasse a empurrar o projeto do governo brasileiro, assim como também não o condenou.
Com os EUA, a maior potência do planeta, e o Brasil, um dos grandes emergentes, produzindo 80% do etanol mundial, não passa pela cabeça de ninguém sério que o biocombustível possa ser condenado num foro global.
A declaração de Roma não impedirá o Brasil de produzir etanol, mas embaça o projeto de transformá-lo em "instrumento importante para gerar renda e retirar países da insegurança alimentar e energética", como disse Lula no seu apaixonado discurso em Roma.
A declaração final da cúpula que a (ONU) Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) propôs, ontem (5) em Roma foi aprovada, com os compromissos de eliminar a fome do mundo e de não utilizar os alimentos como um instrumento político e econômico.
O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, avaliou que os resultados obtidos após a cúpula sobre segurança alimentar estiveram "à altura das expectativas".
Diouf se mostrou muito satisfeito por ter havido um consenso que permitiu a aprovação de uma declaração, apesar de o texto ter recebido críticas de países como Argentina, Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua, que condenaram a falta de medidas reais para a erradicação da fome no mundo.
Leia a matéria completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.
Leia mais
- Reunião da ONU sobre a fome nada propõe contra "situação dramática"
- FAO indica como garantir segurança alimentar
- FAO quer reduzir à metade famintos no mundo até 2015
- América Latina culpa subsídios e especulação por crise dos alimentos
- EUA preferem encerrar FAO sem acordo a obter pacto desfavorável
- ONU anuncia mais US$ 1,2 bilhão em ajuda alimentar
- Presidente do Banco Mundial pede o fim das barreiras comerciais
- Para diretor da FAO, crise de alimentos ameaça paz mundial
Livraria da Folha
- Coleção "Biblioteca Valor" explica principais conceitos de economia
- Entenda transgênicos, doenças em animais, agrotóxicos e outras questões sobre alimentos
- Conheça fontes de energia renovável, como biocombustíveis, em livro da série "Mais Ciência"
Especial


A culpa das mudanças climáticas são de todos e a unica forma de isso acabar é eliminando os seres humanos.
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar