EUA eliminam 49 mil empregos e desemprego tem maior alta em 22 anos
da Folha Online
Atualizado às 11h37
A economia americana fechou 49 mil postos de trabalho em maio, enquanto a taxa de desemprego teve a maior variação em um mês desde 1986, chegando a 5,5%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho.
O dado, no entanto, ficou abaixo das estimativas dos analistas, que previam uma queda maior --de 60 mil empregos. A taxa de desemprego em abril foi de 5% --a taxa é a maior desde outubro de 2004. Um ano antes, o número de desempregados estava em 6,9 milhões de pessoas e a taxa de desemprego estava em 4,5%.
A economia americana vem registrando resultados negativos nos indicadores de trabalho desde o início deste ano. Os setores que mais perderam vagas foram os de manufaturas, construção, varejo e serviços profissionais e comerciais.
O número de pessoas desempregadas no país cresceu em 861 mil, chegando a 8,5 milhões de pessoas. O dado de maio sobre desemprego refletiu tanto o aumento no número de pessoas que perderam seus empregos quanto a chegada de mais pessoas ao mercado de trabalho, disse o responsável pelo escritório de estatísticas do departamento. Ele acrescentou que a pesquisa tende a ser mais volátil nos meses de abril a julho, devido ao fluxo maior de jovens no mercado de trabalho.
Segundo analistas, o aumento do desemprego nos EUA tende a piorar a confiança tanto do consumidor como do investidor americano na economia: na segunda-feira (2), o instituto Gallup informou que o otimismo dos investidores americanos caiu em maio ao nível mais baixo desde o começo da guerra do Iraque, em 2003; o índice caiu para 15 pontos em maio contra 22 no estudo anterior, em março. Há um ano, era de 95 pontos.
Já a confiança do consumidor caiu em maio para 59,8 pontos, após ter registrado 62,6 em abril. Foi o menor nível desde junho de 1980, segundo dados da Universidade de Michigan.
Em abril, foram eliminadas 28 mil vagas no mercado de trabalho e em março, outras 88 mil, segundo dados revisados pelo departamento.
Os ganhos por hora dos trabalhadores tiveram uma alta de US$ 0,05 (ou 0,3%), para US$ 17,94 (valor 3,5% maior que o registrado há um ano).
As contratações nas empresas de produção de bens caíram em 57 mil; dentro desse grupo, as manufaturas cortaram 26 mil empregos (esse segmento tem registrado eliminação de empregos em quase todos os meses nos últimos dois anos).
No setor de construção foram fechadas 34 mil vagas de emprego --a 11ª queda consecutiva. O setor de serviços registrou criação de apenas 8.000 empregos no mês passado; as empresas de serviços profissionais fecharam 39 mil vagas e o setor financeiro perdeu mil. O setor varejista diminuiu em 27.100 mil postos de trabalho, sexta queda consecutiva.
O número de vagas temporárias no mercado de trabalho teve queda de 30 mil.
As contratações tiveram lugar no setor de educação e cuidados de saúde, com 54 mil novas vagas. O setor de lazer e hospedagem abriu 12 mil vagas e no governo houve 17 mil novas contratações.
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