Intervenção no dólar pode ser opção para deter queda, diz Paulson
da Folha Online
Atualizado às 15h27
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, não descartou que o governo possa intervir no câmbio para interromper a queda do dólar. Ele disse, no entanto, que os fundamentos sólidos de longo prazo da economia americana irão fazer com que o dólar recupere seu valor.
"Eu nunca retiraria da mesa uma intervenção [no câmbio] nem qualquer outra ferramente de política [econômica]", disse Paulson, em uma entrevista à rede americana de TV CNBC. "Eu só não posso especular sobre o que faremos ou não faremos."
O euro fechou hoje em baixa no mercado de Frankfurt, cotado a US$ 1,5725, contra US$ 1,5737 no fechamento na sexta-feira (6). O BCE (Banco Central Europeu) fixou hoje o câmbio oficial do euro em US$ 1,5784.
| Divulgação |
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| O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson |
O dólar vem perdendo terreno diante de outras moedas devido aos cortes de juros feitos pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano) entre setembro do ano passado e abril deste ano --a taxa recuou de 5,25% para os atuais 2%. Os juros caíram como parte da ação do Fed para estimular o crédito e impulsionar a economia americana.
Um dos efeitos colaterais positivos dessa desvalorização foi o crescimento das exportações americanas, favorecidas no mercado internacional. No primeiro trimestre a expansão foi de 2,8%. As exportações foram um dos pontos que levaram a economia do país a manter um ritmo de crescimento, mesmo diante do desaquecimento econômico do país.
Um dos pontos negativos, no entanto, é o efeito sobre o preço do petróleo: com o dólar desvalorizado, o preço do barril (que é cotado em dólar) fica mais acessível a mais compradores, o que aumenta a pressão da demanda. Hoje o petróleo voltou ao patamar de US$ 135 depois de ter atingido, na sexta-feira (6), dois recordes --durante as negociações, o preço chegou a US$ 139,01, maior da história da negociação da commodity em Nova York; no fechamento, o barril ficou em US$ 138,54, alta de US$ 10,71, ou 8,41% --a maior alta para uma única sessão.
Paulson afirmou ainda que o preço em alta do petróleo é um "verdadeiro fardo para os consumidores americanos", e que a culpa pela disparada dos preços da commodity vista nos últimos meses é da expansão da demanda --e não da especulação do mercado.
"Não vimos a capacidade de produção do petróleo aumentar de modo considerável nos últimos dez anos, enquanto a demanda cresceu significativamente", disse Paulson. "Precisamos elevar de verdade os investimentos em capacidade de produção de petróleo e de fontes alternativas de combustível."
"Não acredito que os investidores do mercado financeiro tenham algum grau relevante de responsabilidade pelos movimentos de preços", afirmou.
O secretário disse ainda que a inflação no país está sob controle --com a exceção dos preços dos alimentos e da energia. "Diferente de algumas outras partes do mundo, nós temos em nosso país uma situação na qual o núcleo da inflação [que exclui os preços de alimentos e energia] está amplamente sob controle", afirmou. "O enorme impacto sobre os trabalhadores americanos está nos preços da energia e dos alimentos."
Paulson, que disse que os americanos estão "passando por um período difícil", se disse otimista quanto ao efeito dos cheques de restituição de impostos emitidos pelo governo para consumidores e empresas, como parte de um programa para estimular a economia americana.
A intenção do governo é levar os americanos a gastarem esse dinheiro extra, a fim de estimular o consumo e evitar que a economia do país caia em recessão, devido aos efeitos das crises --imobiliária, de hipotecas de risco (chamadas de "subprime" e dos mercados de crédito)-- que abalaram o mercado financeiro mundial desde setembro do ano passado e cujos efeitos ainda se fazem sentir.
O preço médio do galão (3,785 litros) de gasolina nos EUA chegou a US$ 4,023 neste domingo (8) --cerca de 29% acima do preço médio registrado um ano antes, segundo a AAA (Associação Americana do Automóvel, na sigla em inglês).
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Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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