Inflação deverá ser menor em junho, estima FGV
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
A inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) de junho deverá ficar abaixo do índice verificado em maio, cuja alta foi de 1,88%. A previsão é baseada na expectativa de menor pressão nos preços do arroz, do minério de ferro e do óleo diesel, que tiveram influência significativa no índice do mês passado.
O coordenador de análises econômicas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Salomão Quadros, considera que a maior parte dos repasses dos reajustes do minério de ferro e do óleo diesel já foram feitos. Isso não quer dizer, no entanto, que o IGP-DI terá queda significativa em junho.
"Tem alguns fatores deste mês que deverão se repetir. Por isso, acho que a inflação continua em patamar mais alto. Daqui a dois meses, pode mudar", afirmou.
No atacado, o arroz teve a maior alta do mês (15,98%), seguido pelo minério de ferro (11,38%) e pelo óleo diesel (7,19%). O minério, por exemplo, já subiu 41,50% de janeiro a maio. ara o consumidor, o pão francês voltou a registrar maior alta (7,08%). Quadros ressaltou que a alta do pão já está em menor ritmo, e a tendência é que perca força. No ano, o pão francês subiu 20,46%.
A alta de 1,88% em maio é a maior desde janeiro de 2003. Se forem considerados apenas os meses de maio, é a maior alta desde o início do Plano Real, em 1994.
Nos últimos 12 meses, a alta acumulada do IGP-DI já chega a 12,14%, maior nível desde novembro de 2004, quando o índice dos últimos 12 meses chegara a 12,23%. Para Quadros, a tendência é que, pelo menos até julho, a inflação acumulada em 12 meses continue em ascensão.
"A tendência é de alta. Em junho de 2007, o IGP-DI subiu 0,26%. É bastante provável que o índice de junho deste ano supere o do ano passado", observou.
O economista acrescentou que a alta de 0,37% constatada em julho de 2007 também deverá ser superada. Para ele, a inflação acumulada em 12 meses tem boas chances de cair em agosto, lembrando os patamares a partir de agosto de 2007 foram superiores a 1%.
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), que também integra o IGP-DI, teve alta de 2,09% em maio, a maior desde maio de 2005. O custo de materias para a construção exerceu grande influência, com alta de 1,77%, maior elevação desde outubro de 2004, que alcançara 2,28%.
"O aço para construção foi determinante para esse resultado, já que subiu 5,75%", completou Quadros.
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Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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