Dinheiro
09/06/2008 - 17h09

Inflação deverá ser menor em junho, estima FGV

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) de junho deverá ficar abaixo do índice verificado em maio, cuja alta foi de 1,88%. A previsão é baseada na expectativa de menor pressão nos preços do arroz, do minério de ferro e do óleo diesel, que tiveram influência significativa no índice do mês passado.

O coordenador de análises econômicas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Salomão Quadros, considera que a maior parte dos repasses dos reajustes do minério de ferro e do óleo diesel já foram feitos. Isso não quer dizer, no entanto, que o IGP-DI terá queda significativa em junho.

"Tem alguns fatores deste mês que deverão se repetir. Por isso, acho que a inflação continua em patamar mais alto. Daqui a dois meses, pode mudar", afirmou.

No atacado, o arroz teve a maior alta do mês (15,98%), seguido pelo minério de ferro (11,38%) e pelo óleo diesel (7,19%). O minério, por exemplo, já subiu 41,50% de janeiro a maio. ara o consumidor, o pão francês voltou a registrar maior alta (7,08%). Quadros ressaltou que a alta do pão já está em menor ritmo, e a tendência é que perca força. No ano, o pão francês subiu 20,46%.

A alta de 1,88% em maio é a maior desde janeiro de 2003. Se forem considerados apenas os meses de maio, é a maior alta desde o início do Plano Real, em 1994.

Nos últimos 12 meses, a alta acumulada do IGP-DI já chega a 12,14%, maior nível desde novembro de 2004, quando o índice dos últimos 12 meses chegara a 12,23%. Para Quadros, a tendência é que, pelo menos até julho, a inflação acumulada em 12 meses continue em ascensão.

"A tendência é de alta. Em junho de 2007, o IGP-DI subiu 0,26%. É bastante provável que o índice de junho deste ano supere o do ano passado", observou.

O economista acrescentou que a alta de 0,37% constatada em julho de 2007 também deverá ser superada. Para ele, a inflação acumulada em 12 meses tem boas chances de cair em agosto, lembrando os patamares a partir de agosto de 2007 foram superiores a 1%.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), que também integra o IGP-DI, teve alta de 2,09% em maio, a maior desde maio de 2005. O custo de materias para a construção exerceu grande influência, com alta de 1,77%, maior elevação desde outubro de 2004, que alcançara 2,28%.

"O aço para construção foi determinante para esse resultado, já que subiu 5,75%", completou Quadros.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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