Mantega prevê desaceleração da inflação apenas no fim do ano
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
A taxa de inflação deve continuar acelerando até o final do terceiro trimestre, impulsionada pela alta de preços dos produtos básicos e pelo consumo dos brasileiros. Esta é a avaliação apresentada nesta segunda-feira (9) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na abertura da 2ª Reunião Ministerial de 2008, realizada no Palácio do Planalto.
Na apresentação "Choque de commodities e inflação mundial", o ministro colocou entre suas "perspectivas" a desaceleração da inflação apenas no fim do ano, devido à queda da demanda de alimentos, devido à perda de poder aquisitivo da população de baixa renda.
"Segundo estimativas do BC e do mercado o crescimento do PIB deve desacelerar neste ano. Apesar da manutenção do ritmo de expansão da demanda doméstica, o rápido crescimento das importações reduzirá o crescimento do PIB mais do que em 2007", diz o ministro na apresentação.
Fenômeno
Mantega disse também aos outros ministros que a alta de preço é um fenômeno mundial e representa o maior choque de preços desde os anos 70, alcançando produtos agrícolas, petróleo e produtos minerais.
Segundo o ministro, a inflação está acima do centro da meta para 2008 em todos os países que adotam o sistema de meta de inflação. No Brasil, o centro da meta é de 4,5%, e o índice oficial de preços acumula alta em 12 meses superior a 5%.
"Segundo as expectativas de mercado, a inflação atingirá 5,9% em novembro de 2008 e fechará este ano em 5,5%. Depois disso, as expectativas apontam para uma redução gradual da inflação, chegando-se a 4,6%, em 2009, e 4,5% em 2010", diz o ministro da apresentação.
Choques
Entre as medidas adotadas pelo governo para segurar a alta de preços, Mantega cita o aumento "preventivo" da taxa básica de juros pelo Banco Central (que já aumentou a Selic de 11,25% ao ano para 12,25% ao ano), e a redução dos gastos públicos. Falou também sobre o aumento dos impostos sobre crédito e a redução de taxas sobre importações.
Falou também sobre o aumento dos impostos sobre crédito e a redução de taxas sobre importações.
No final da apresentação, Mantega diz que o atual ritmo de crescimento econômico, na faixa de 4,5% a 5,0%, é compatível com o potencial da economia nos próximos anos. Afirma também que é possível controlar a inflação sem abortar o crescimento, apenas com uma ligeira desaceleração.
"O Brasil demonstra estar bem preparado para choques", diz Mantega.
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Esses serviços, incluindo também o de transportes, deferiam ter uma melhor fiscalização, inclusive com a participação do governo na elaboração de uma planilha de custos, com uma definição de tarifas compatíveis com os serviços prestados e a situação econômica dos usuários.
Algo semelhante dever-se-ia também ser realizado com os pedágios, uma vez que cada empresa estabelece um valor e não há contestação e quando ela existe, as decisões tem sido favoráveis às empresas exploradoras do serviço, o que é lamentável.
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