Dinheiro
10/06/2008 - 10h48

Economia brasileira cresce no ritmo mais alto dos últimos 12 anos

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizada às 11h40

A economia brasileira acelerou no primeiro trimestre de 2008 e fez o crescimento em 12 meses atingir um ritmo não visto nos últimos 12 anos, apontou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira. O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas pela economia do país) cresceu 5,8% em 12 meses encerrados no primeiro trimestre deste ano, o que é a maior taxa da série histórica iniciada em 1996. No trimestre frente ao mesmo período de 2007, o crescimento também foi de 5,8%.

O IBGE também registrou que a taxa de investimento da economia brasileira em relação ao PIB foi a mais alta para um primeiro trimestre desde 2000: 18,3%. O total absoluto investido na economia (a chamada formação bruta de capital fixo), por sua vez, cresceu 15,2% de janeiro a março, se comparado a igual período no ano anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2007, houve incremento de 1,3%.

Entenda o que é PIB e como é feito seu cálculo

O governo tem como meta fazer com que a taxa de investimento do PIB atinja 21% até 2010. Para economistas, é importante que essa taxa cresça em ritmo apropriado, para que a economia consiga fazer frente à demanda sem pressões inflacionárias.

Trimestre

Ao todo, a economia movimentou R$ 665,5 bilhões de janeiro a março, 0,7% acima do constatado em trimestre imediatamente anterior. O resultado ficou acima do que previam economistas e analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central na pesquisa semanal conhecida como relatório Focus. Conforme divulgou o BC ontem, o mercado aguardava crescimento de 5,66% no primeiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma das riquezas produzidas por um país --é formado pela indústria, agropecuária e serviços. O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

O destaque principal da economia brasileira no início de 2008 foi o setor industrial, que cresceu 6,9% em relação ao primeiro trimestre de 2007. Na comparação com o quarto trimestre, a indústria teve expansão de 1,6%.

O setor de serviços registrou incremento de 5% frente ao primeiro trimestre de 2007 e de 1% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O setor agropecuário cresceu 2,4%, na comparação com o período de janeiro a março do ano passado. Em relação ao último trimestre de 2007, a agropecuária teve queda de 3,5%.

O consumo das famílias aumentou 6,6% no primeiro trimestre na comparação com igual período em 2007, e 0,3% na comparação com o período entre outubro e dezembro do ano passado. É o 18º mês consecutivo de crescimento do consumo familiar no país.

O consumo do governo registrou alta de 5,8% no primeiro trimestre deste ano, se comparado a igual período em 2007. Em relação ao último trimestre de 2007, o consumo do governo aumentou 4,5%.

No setor da demanda externa, as exportações de bens e serviços caíram 2,1%, e as importações tiveram elevação de 18,9%. Desde 2006, o crescimento das exportações é inferior ao das importações.

Arte Folha Online
Comentários dos leitores
Felipe Santos (176) 10/07/2008 08h54
Felipe Santos (176) 10/07/2008 08h54
Sr. Carlos Lobitsky a inflação tem suas causas no preço do petróleo e commodities, mas temos a demanda interna pressionando-a também, já que o Brasil sempre teve gargalos no seu meio produtivo. Nunca conseguimos crescer sem inflação por causa destes gargalos. O sr. parece entender de política, então me diga uma política tomada pelo governo para o crescimento sustentável do país. A única coisa feita até agora foi a manutenção na taxa de juros que é totalmente independente do governo. Agora, não tivemos a tão falada reforma tributária, os investimentos necessários para tornar o país eficiente não estão sendo feitos e sim só usados como campanha política. Bolsa-família não faz país nenhum crescer, o que faz gerar crescimento é tornar nossas empresas competitivas para que estas contratem e não só dependam da taxa de juros. Nossa participação no mercado internacional só vem caindo e çom certeza não é só por causa do dólar. A questão não é jogar contra o governo é faze-lo abrir os olhos, pois outra oportunidade foi perdida. sem opinião
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Felipe Santos (176) 07/07/2008 08h37
Felipe Santos (176) 07/07/2008 08h37
Agora vamos ver se o PT sabe administrar e governar mesmo, pois o cenário internacional mudou e como exaustivamente dito neste forum, o governo não aproveitou o momento bom da economia mundial para tomar decisões importantes para o Brasil, ao invez disto, só se gastou e se tomou medias com fins políticos, a única coisa feita foi a manutenção da taxa de juros. Poderiamos ter tornado a nossa industria eficiente, etc. O Brasil é tão frágil ainda que em poucos meses já se tem uma deterioração grande dos seus indicadores economicos. A inflação voltou, já se projeta crescimento abaixo da média da América Latina e toda aquela novela que já conhecemos e que tanto foi avisada e contada neste forum. 1 opinião
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M Mig (863) 30/06/2008 21h25
M Mig (863) 30/06/2008 21h25
Esse indice de crescimento é uma piada, já fomos passados para trás por varios paises considerados economicamente piores que o Brasil. Já ouvimos muitas histórias ou estórias sobre ter dinheiro para saldar a divida externa e recordes de arrecadação... mas na pratica ainda não vimos nada... só medidas com fins eleitoreiros e que não podem ser consideradas. Que tal investir em produção interna?? Afinal a melhoria no nivel de risco para investimentos extrangeiros tão festejada não pôs dinheiro no bolso do trabalhador.... mas investimentos internos sim... Alias, que o tal presidente olhar um pouco pelo trabalhador brasileiro ao invés de fazer tanta propaganda vã ?? 5 opiniões
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