TAM e Air Canada fecham acordo para vôos e uso de milhagens
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
As companhias aéreas TAM e a Air Canada anunciaram nesta quarta-feira um acordo operacional de compartilhamento de vôos (code-share) e dos programas de milhagem, que passará a valer até o final do ano.
De acordo com o vice-presidente de Planejamento da TAM, Paulo Castello Branco, o objetivo é ampliar em 20 mil o número de passageiros que fazem a rota entre Brasil e Canadá por ano. Atualmente, são 73 mil por ano.
O acordo permitirá que os passageiros da TAM viajem pela Air Canada de São Paulo para Toronto com conexões para cidades-destino no Canadá, principalmente Vancouver e Montreal.
Do outro lado, os passageiros da Air Canadá poderão utilizar os vôos da TAM para se deslocar pelo Brasil. Além de São Paulo e Rio, a Air Canadá cita como principais destinos Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Daniel Shurz, vice-presidente de Planejamento da companhia aérea canadense, afirmou que o Brasil é o mercado mais importante da empresa na América do Sul. Segundo ele, a rota entre Canadá e Argentina atinge quase 44 mil passageiros por ano, enquanto que para o Chile e Peru vão cerca de 33 mil cada, e para a Colômbia embarcam quase 22 mil.
O executivo afirmou que a partir de 1º de dezembro desse ano a Air Canada vai mudar sua aeronave para a rota São Paulo - Toronto de um Boeing 767-300 para um Boeing 777-300R, ampliando a capacidade em 138 assentos por dia. O vôo decolará de Guarulhos (Grande São Paulo).
"O Brasil é um mercado muito importante para a Air Canadá e tem crescido todos os anos, e deve continuar assim", disse Shurz, citando como motivos para esse aumento a estabilidade econômica do Brasil e o crescimento do mercado de aviação.
A TAM já fez parcerias parecidas com outras grandes companhias aéreas, como por exemplo a TAP (Portugal), United Airlines (EUA) e Lufthansa (Alemanha) --que entra em operação em 1º de agosto.
Com mais essa parceria, a TAM fica cada vez mais próxima de se incorporar à Star Alliance (grupo que reúne 20 das principais companhias aéreas do mundo). Castello Branco admitiu que há conversas com o grupo e as empresas associadas, mas que ainda não há nada de concreto.
Petróleo
O executivo da TAM comentou que a companhia sofre os impactos do aumento do petróleo e afirmou que eles são "obrigados a aumentar as tarifas".
A previsão da empresa é de aumento de 7% nos vôos domésticos e de 5% nos internacionais. O mercado, segundo Castello Branco, pratica em média reajuste em 11,5% nos domésticos e entre 10% e 15% nos internacionais até maio.
O combustível representa entre 35% e 37% dos custos operacionais da TAM.
Já a Air Canada afirmou que o aumento do petróleo forçou a cia a reajustar tarifas e a retirar duas rotas do ar --uma definitivamente, entre Vancouver e Osaka (Japão), e outra durante o inverno, entre Toronto e Roma.
Shurz afirmou também que a companhia vai retirar alguns Boeings 767-200 de operação até outubro, sem precisar o número de aeronaves.
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