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Dinheiro
12/06/2008 - 12h35

Inflação está sob controle e é consistente com a meta, diz diretor do BC

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Apesar do recente choque de aumento de preços, a inflação está sob controle e caminha de acordo com a meta estabelecida pelo governo, segundo o diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini.

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, ele afirmou que a inflação está hoje estabilizada em patamares mais baixos do que no passado.

"É consenso de mercado que a inflação está sob controle, a despeito de choques recentes", afirmou. "Evitando impactos permanentes na inflação, vamos assegurar a inflação dentro dos objetivos de meta."

As afirmações foram feitas no mesmo dia em que o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) divulgou a ata da sua última reunião, quando a taxa básica de juros subiu de 11,75% ao ano para 12,25% ao ano.

Na ata, os diretores do BC, entre eles o próprio Tombini, dizem que vão manter a política de aumento dos juros "enquanto for necessário" para assegurar que a inflação fique dentro da meta, cujo centro é 4,5%.

PIB mais estável

No seminário promovido pela Câmara hoje, dedicado exatamente à discussão sobre a política de aumento de juros, Tombini afirmou que a ação do BC tem ajudado a estabilizar a economia brasileira.

"O regime de metas de inflação contribuiu para um ambiente mais estável e previsível, trazendo uma redução da inflação sem prejuízo para o crescimento econômico e favorecendo a distribuição de renda", disse o diretor.

Nessa semana, o IBGE divulgou os números do PIB (Produto Interno Bruto), que mostraram uma ligeira desaceleração da economia no primeiro trimestre de 2008, resultado que foi considerado positivo pelo governo.

Fundo Soberano

Em relação aos gastos públicos, o diretor do BC afirmou que houve melhora nas contas públicas. Destacou também a economia de recursos do Orçamento que se fará a mais para composição do Fundo Soberano do Brasil.

"A política fiscal tem entregado ao país uma relação cadente da dívida em relação ao PIB", afirmou. "O fundo soberano é um elemento que contribui para consolidar essa dinâmica da dívida no Brasil, que é pagável."

 

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