Combustíveis e lubrificantes dominaram receitas do comércio em 2006
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
A elevação dos preços dos derivados do petróleo contribuiu decisivamente para que o comércio de combustíveis e lubrificantes liderasse a geração de receita líquida, tanto no comércio atacadista quanto no varejista, em 2006. No atacado, as vendas dessa atividade geraram R$ 152,7 bilhões, o equivalente a 34,2% do total. No varejo, ficaram em R$ 104,8 bilhões, o que representou 23,9% do total.
Os dados, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estão incluídos na Pesquisa Anual do Comércio 2006.
O órgão aponta que, no atacado, as 1.870 empresas do ramo de combustíveis e lubrificantes representaram apenas 1,7% do total, ocupando um total de 43.399 pessoas, o equivalente a 3,8% do total. O comércio atacadista de combustíveis empregou, em média, 23 pessoas por empresa, acima da média de dez pessoas por empresa de todo o setor. A média salarial da atividade foi de 8,6 salários mínimos mensais. Em todo o atacado, essa média não passou de 3 salários mínimos.
Ainda no atacado, a atividade de comercialização de produtos alimentícios, bebidas e fumo, que abrange empresas de distribuição para restaurantes, hotéis e supermercados, obteve geração de receita de R$ 63,7 bilhões, o correspondente a 14,3% do total. Essa mesma atividade empregou 296 mil pessoas (26,2% do total) em 32 mil empresas (29,4%).
No varejo, as atividades do ramo de combustíveis e lubrificantes foram exercidas por 5% do pessoal total ocupado em 2,3% de todas as empresas avaliadas. A média salarial dessa atividade foi de 2 salários mínimos -- em todo o varejo, não passou de 1,6 salários mínimos. Cada empresa empregava dez pessoas, ante média de cinco empregados por empresa no setor.
Outra atividade de destaque no varejo foi a de hipermercados e supermercados, cuja receita líquida somou R$ 100 bilhões, o equivalente a 22,8% do total. Ao todo, 9.808 empresas, ou 0,8% do total desse ramo, estavam em atividade em 2006. Já o total de pessoas empregadas totalizou 722 mil, o que representou 12,5% do total. A média de ocupação foi de 74 pessoas por empresa, enquanto que a média total do varejo foi de cinco pessoas por empresa. Cada empregado da atividade recebia, em média, 2 salários mínimos, ante 1,6 salários mínimos em todo o varejo.
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