Abdib diz que vê previsão exagerada do mercado para Selic
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infra-Estrutura e das Indústrias de Base), Paulo Godoy, disse nesta quinta-feira que as previsões de aumento da taxa básica de juros para até 15% no fim do ano, projetadas pelo mercado financeiro, não têm base na realidade.
Ele afirmou que os números do PIB (Produto Interno Bruto) já mostram uma desaceleração da economia e que não vê uma escalada da inflação para justificar esse nível de aumento dos juros.
"Tem muita gente no mercado futuro já projetando taxas de 14%, 15%. Há um movimento que acaba criando expectativas que podem não estar ligadas à realidade dos fatos, à economia real", afirmou.
A pesquisa semanal do Banco Central como o mercado financeiro mostra que os analistas esperam que a taxa básica de juros termine 2008 em 14% ao ano. Os juros futuros negociados na BM&F já embutem taxas de até 15%.
Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) aumentou a taxa básica de juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Agora, o mercado espera um aumento para 12,75% na reunião do Copom do final de julho; para 13,25% na reunião no início de setembro; 13,75% em outubro; e para 14% em dezembro (o Copom se reúne a cada 45 dias aproximadamente).
Na ata dessa reunião, divulgada hoje, o BC diz que vai continuar aumentando os juros "enquanto for necessário".
Cavalar
Godoy defendeu que o Banco Central promova o aumento dos juros para combater a inflação, mas disse que é preciso analisar melhor os números do PIB, que já mostram uma acomodação.
"Não podemos nos apavorar e tomar atitudes tão restritivas e depois nos arrependermos mais tarde de ter promovido uma retração econômica exagerada", afirmou. "Precisa medir muito o remédio para que ele não seja uma dose cavalar."
Godoy esteve reunido hoje com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afirmou a ele que o crescimento econômico não vai ser "sacrificado" por causa da inflação.
"O que o ministro nos coloca é que há um garantia por parte dele de que o crescimento econômico não vai ser afetado ou sacrificado", disse Godoy.
Investimentos
Godoy também apresentou ao ministro a previsão de que os investimentos em infra-estrutura devem chegar R$ 100 bilhões em 2010, praticamente o dobro do valor que era aplicado no início do governo Lula, cerca de R$ 54 bilhões.
"Com os investimentos na área de energia, petróleo e gás que vai se aquecer, transporte, portos, o efeito das rodovias concedidas, deverá chegar em 2010 a um número próximo de R$ 100 bilhões", disse o presidente da Abdib.
No ano passado, os investimentos ficaram em R$ 84,3 bilhões. Para 2008, a estimativa é que cheguem a R$ 86,6 bilhões.
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Especial



Inflação esta voltando, governo gastando com folha de pagamento,políticos e funcionários discutindo como serão os salarios e seus planos de carreira para o ano que vem.
Dinheiro público virou folha de pagamento.
80% de aprovação do governo Lula significa carta branca para Lula e o pessoal de Brasília fazerem o que quiser.
Povo esta feliz assim, é o resultado da democracia sustentado pela ignorância de um povo.
Caso do mensalão do DEM será como o mensalão de Lula-PT.
Isso é o terceiro mundo.
[]s
Eduardo.
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Outro comenta que eh o capitalismo, mas isso nao eh capitalismo , eh sim um governo social corporativista, em que o governo sustenta e eh sustentado por grandes empresas lobbista e bancos, suga a riqueza sociedade para seus gastos sem limites, e ainda impoe sua unica moeda como instrumento de troca. Ditadura monetaria.Enquanto nao houver uma revolucao politica e administrtiva no governo, nao adianta trocar de personagem, pois todos cairao no mesmo sitema parasita e ineficiente.
O Brasil soh segue crescendo devido ao forte livre mercado que se ve na economia informal. Esta sim esta girando o dinheiro e criando uma economia forte. Quem pode sonega ( que na maioria sao ricos) e a classe media segue morrendo, donas de casa tem que trabalhar para manter as contas em dia, mas eh isso q querem , mais escravos contribuites para manter a maquina.
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