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Dinheiro
13/06/2008 - 10h52

Inflação monopoliza debates do G8 em Osaka

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da Efe, em Osaka (Japão)

Os ministros de Finanças do G8 (Grupo dos Oito, que reúne as sete nações mais ricas do mundo e a Rússia) estudam, a partir de hoje, em Osaka (Japão), o risco da pressão inflacionária --derivada da alta de preços dos alimentos e do petróleo-- para o crescimento econômico mundial.

Entre fortes medidas de segurança, surpreendentes em uma nação tão pacífica, os representantes de Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido, Canadá, Rússia, Japão e Alemanha abriram esta noite sua reunião de dois dias com um debate sobre a inflação alimentícia com ministros de alguns países afetados, como Brasil e China.

O momento econômico é complicado, com o barril de petróleo beirando os US$ 140, os preços dos alimentos básicos em alta --o que ameaça principalmente os países pobres--, a persistência da crise hipotecária nos EUA e a fraqueza do dólar.

O anfitrião da reunião, Fukushiro Nukaga, disse antes do início da reunião, em entrevista coletiva, que espera que os países do G8 "alcancem um entendimento comum" sobre como diminuir o risco de aumento dos preços de matérias-primas, já que isto é um problema para a economia mundial.

A reunião formal do G8 termina amanhã, mas hoje já houve um jantar conjunto dos oito ministros com representantes de Brasil, Austrália, Tailândia, China, Coréia do Sul e África do Sul, que transmitiram sua impressão sobre a situação econômica. Também houve vários encontros bilaterais entre os participantes.

Um desses encontros foi entre os representantes de Japão, EUA, Reino Unido e do Banco Mundial, que pediram aos países ricos para fornecer dinheiro ao fundo contra a mudança climática que essas três nações impulsionam, e para o qual querem reunir US$ 10 bilhões antes do fim de ano.

O objetivo é desenvolver energias limpas no mundo em desenvolvimento, mas, por enquanto, só foi obtido metade dos US$ 10 bilhões. O fundo seria administrado pelo Banco Mundial.

Outro encontro bilateral de hoje foi protagonizado pelo japonês Nukaga e pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, que analisaram a situação do dólar. Em declarações posteriores, eles disseram que é preciso observar minuciosamente a evolução dos mercados.

Recentemente, diversos funcionários americanos expressaram sua preocupação com a fraqueza do dólar, e Paulson sugeriu esta semana que os Estados Unidos poderiam intervir no mercado para estimular a cotação da divisa americana.

Ao contrário de outros encontros, a ausência dos governadores dos bancos centrais das principais áreas monetárias em Osaka diminuirá o protagonismo do debate sobre as taxas de juros e as divisas, apesar de ser difícil de evitar a influência da fraqueza do dólar na escalada do preço do petróleo.

A atenção estará mais colocada no comunicado que será emitido amanhã pelos líderes das finanças mundiais ao término de sua reunião, no que se refere à alta do preço do barril de petróleo.

No entanto, o provável é que o G8 reitere o apelo que fez em fevereiro à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a seu grupo irmão, o G7 (grupo das sete nações mais ricas), durante uma reunião em Tóquio, para que se aumente a produção.

Esta reunião de ministros de Finanças do G8 é uma das mais importantes organizadas pelo Japão durante sua Presidência anual e é uma prévia da cúpula de líderes de Estado que será realizada na ilha de Hokkaido entre 7 e 9 de julho.

Para o encontro econômico, as autoridades japonesas colocaram nas ruas de Osaka cerca de seis mil policiais para um rígido controle de segurança que fechou avenidas ao redor do Centro de Convenções de Osaka e que contrasta com o tranqüilo cotidiano da vida japonesa.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (448) 17/12/2009 14h12
Eduardo Giorgini (448) 17/12/2009 14h12
Pois é! Concordo com as afirmações.
Inflação esta voltando, governo gastando com folha de pagamento,políticos e funcionários discutindo como serão os salarios e seus planos de carreira para o ano que vem.
Dinheiro público virou folha de pagamento.
80% de aprovação do governo Lula significa carta branca para Lula e o pessoal de Brasília fazerem o que quiser.
Povo esta feliz assim, é o resultado da democracia sustentado pela ignorância de um povo.
Caso do mensalão do DEM será como o mensalão de Lula-PT.
Isso é o terceiro mundo.
[]s
Eduardo.
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Cassio XF (40) 17/12/2009 11h55
Cassio XF (40) 17/12/2009 11h55
serah que ninguem ve que o que acontece ? O governo gasta muito, a divida publica chega a quase 1.5 trilhoes de reais e continua-se gastando. O governo entao imprime dinheiro para pagar suas dividas. Isso gera inflacao que tentam disfarcar junto a midia e tentam abafar elevando artificilamente os juros em patamares extremos. Alem disso cobram mais e mais impostos. Claro quem acaba pagando eh o povo, que nao ve que inflacao eh puramente a desvalorizacao de seu dinheiro em relacao ao mercado que vive. Quanto mais dinheiro o gov. imprime para manter sua maquina gigantesca, mais se desvaloriza o poder de compra. Resultado: aumento de precos.
Outro comenta que eh o capitalismo, mas isso nao eh capitalismo , eh sim um governo social corporativista, em que o governo sustenta e eh sustentado por grandes empresas lobbista e bancos, suga a riqueza sociedade para seus gastos sem limites, e ainda impoe sua unica moeda como instrumento de troca. Ditadura monetaria.Enquanto nao houver uma revolucao politica e administrtiva no governo, nao adianta trocar de personagem, pois todos cairao no mesmo sitema parasita e ineficiente.
O Brasil soh segue crescendo devido ao forte livre mercado que se ve na economia informal. Esta sim esta girando o dinheiro e criando uma economia forte. Quem pode sonega ( que na maioria sao ricos) e a classe media segue morrendo, donas de casa tem que trabalhar para manter as contas em dia, mas eh isso q querem , mais escravos contribuites para manter a maquina.
3 opiniões
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Acostumados a conviver com a manipulação de números inflacionários, o brasileiro anesteziou-se e vive como um incauto conformado. Como conviveu com números estratosféricos durante longos anos, conforma-se passivamente com os números atuais, sem nada questionar. Agora, diante de uma moeda forte como o real, a inflação está altíssima. Estou de posse de dois impressos de produtos anunciados por uma grande rede de supermercado, um de 2008 e o outro de 2009, final do ano. Veja alguns preços e refresque a memória para a inflação passar: 2008, tender de peru sadia: 17,60 kg; 2009, o mesmo, 25,98; 2008, extrato de tomate elefante de 340g: 1,55; 2009, o mesmo, 2,19; 2008, azeitona verde vale fértil 500g: 4,60; 2009, a mesma, 7,49. Poderíamos citar aqui uma centena de ítens, de nosso consumo diário e demonstrar alta de preços com mais de 30%. Com relação aos serviços, então, aí a coisa é muito pior. Perguntamos: você acredita que o Lula não sabia de nada sobre as malfeitorias do petismo troglodita? Se a resposta é sim, sim também é a "inflaçãozinha" que eles anunciam. - Vou bater um papo com papai noel! 3 opiniões
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