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Dinheiro
16/06/2008 - 11h54

Combate à inflação é prioridade do governo, diz Lula

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, em cerimonia na BM&F Bovespa, que o combate à inflação será prioridade em seu governo. Segundo ele, é preciso lidar com os problemas de curto prazo --como o aumento de preços na economia mundial, com o do petróleo, alimentos e minérios-- sem comprometer as conquistas de longo prazo.

"O controle de inflação será prioridade em nosso governo e temos instrumentos para isso. Vamos controlar a inflação, mantendo crescimento sustentável.(...) O Banco Central continua administrando a política monetária de modo que a garantir que a inflação dentro do intervalo especificado pelo governo e que eventuais e pontuais sejam corrigidos o mais rápido possível, sem prejudicar o ritmo sustentável de expansão da nossa economia. Olhando para além das turbulências, eu tenho confiança que o Brasil pode enfrentar a atual onda inflacionária mundial e continuar no rumo do desenvolvimento econômico e social."

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem
Presidente Lula visitou a BM&F Bovespa e foi homenageado pelo grau de investimento
Presidente Lula visitou a BM&F Bovespa e foi homenageado pelo grau de investimento

O ministro Guido Mantega (Fazenda), que acompanhou Lula na BM&F Bovespa, destacou que o Brasil é um dos países menos afetados pela alta internacional de preços e que o governo seguirá combatendo a inflação, mas sem comprometer o crescimento da economia do pais.

"Hoje, temos o desafio de enfrentar uma crise financeira internacional e um forte choque de commodities. E aí é a hora de mostrarmos nossa solidez. O mundo vive hoje uma onda inflacionária por choque de commodities e o Brasil, embora esteja sofrendo alguns impactos desse choque, é um dos países menos afetados pela onda inflacionária", disse Mantega.

"A inflação no Brasil subiu menos que em outros países. Isso demonstra o acerto da nossa política econômica, monetária e fiscal, que está combatendo essa inflação. Não dará trégua à inflação, não permitirá que ela se instale, porém, ao mesmo tempo, não abortará o crescimento. Hoje, nós reunimos as condições que não tínhamos no passado", afirmou o ministro.

Mantega afirmou que o Brasil continuará em ritmo de crescimento, apesar das turbulências no mercado. "Vamos controlar essa inflação e ter desempenho melhor que outros países. O crescimento vai continuar a despeito destes problemas que atribulam a economia mundial e a brasileira em menor escala", disse Mantega.

Mais cedo, no programa "Café com o Presidente", Lula comemorou o crescimento de 5,8% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre, mas ponderou que é importante que o ritmo do crescimento acompanhe "com muita clareza" a demanda, para evitar risco de inflação.

"Se a gente continuar consumindo mais do que a gente produz, o resultado é que a gente tenha uma inflação", disse Lula. "Então nós vamos continuar trabalhando de forma séria, eu diria, muito equilibrada, para que a economia continue crescendo forte e que a gente possa ter um consumo também forte, mas não maior do que aquilo que a economia pode atender."

Grau de investimento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado nesta segunda-feira na BM&F Bovespa por conta da obtenção de grau de investimento pelo Brasil.

"É uma vitória do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que entra para a história com merecido crédito por ter defendido a estabilidade econômica. A solidez da economia provou mais uma vez este ano que o Brasil ficou fora do "subprime" [crise de crédito de alto risco] e mostrou que tem política econômica consistente", disse Manoel Felix Cintra Neto, ex-presidente da BM&F.

O presidente Lula, por sua vez, afirmou que a cerimônia na Bovespa é uma prova que o Brasil "encontrou um denominador comum".

"Também se tratando de mercado de capitais, o Brasil não é uma província. É uma potência. Não queremos ser o primeiro, mas que entendam que o mercado de capitais brasileiro é uma mola de crescimento do pais", disse Lula.

Comentários dos leitores
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
Com certeza essa inflação mentirosa do governo lulala não coloca em seus calculos o que pagamos em comida, gasolina, aluguel, algumas mordomias que são obrigações do governo nos dar como saude digna,desenvolvimento, e o recuso dessa classe que nos rouba a de politicos e juizes que não lhe são cobrados IR e quando pagam são irrisórios ou pela metade, e os rombos feitos pelo bndes em nossa economia, o governo declara ajuda a bancos no IR e será que coloca isso como divida ativa, duvido, e se colocar o povo é que paga, e por que será que muitos orgãos não pagam IR, ex: sindicatos, igrejas, pac com obras super faturadas, bolsa miseria,mst, ongs principalmente as estrangeiras, então se somar tudo isso com certeza nossa inflação beira ai os 50% ano e lulala e sua equipe quer nos convencer que ´só 5%, então por que o banco central com o manteiga junto não baixa os juros do copom para 5% tb, e por que será que bancos brasileiros mantem um taxa de juros a mais alta do mundo pois não adianta nos comparar com paises mais podres do que o nosso e sim cuidar do nosso o que os governantes não fazem e nos mantem na miseria ..... sem opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. 2 opiniões
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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