Dinheiro
17/06/2008 - 17h24

Impacto de preços agrícolas será maior na próxima safra, diz CNA

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O aumento no preço dos produtos agrícolas e fertilizantes ainda não foi totalmente repassado para o consumidor, segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Os representantes do setor estimam que apenas parte da alta de cerca de 15% neste ano no atacado tenha chegado ao varejo. Além disso, o aumento de 75% no preço dos fertilizantes nos últimos 12 meses só terá impacto na safra 2008/2009, que começa a ser plantada no segundo semestre.

"A alta do preço dos fertilizantes será sentida agora, quando o produtor for comprar o insumo para a plantação", diz Ricardo Cotta Ferreira, superintendente da CNA.

"A população vai sofrer um impacto, porque o produtor não consegue mais produzir com os mesmos custos do ano passado."

Os preços dos fertilizantes subiram 75% em média nos últimos 12 meses, 50% só neste ano. Esse insumo representa 30% do custo da produção agrícola. Segundo a CNA, 75% do consumo nacional é importado, ou seja, depende do mercado internacional.

A CNA estima que o aumento de custos em algumas das maiores regiões produtoras do país possa ultrapassar os 10% na safra 2008/2009. E esse cenário não deve se alterar nos próximos anos, na avaliação da entidade.

"Em relação aos preços dos fertilizantes, o cenário é ruim para os próximos três ou quatro anos", diz Ferreira. "Temos de nos acostumar com novos patamares de preços."

Na semana passada, o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento) afirmou que o governo estuda mexer nos impostos sobre fertilizantes para reduzir o impacto desses insumos sobre o preço dos alimentos.

Uma das propostas da CNA seria suspender a cobrança da taxa destinada à Marinha Mercante --como já foi feito, por exemplo, com a soja importada.

PIB do agronegócio

O aumento no preço dos insumos agrícolas, principalmente dos fertilizantes, puxou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro no primeiro trimestre do ano.

Segundo dados divulgados pela CNA, o setor registrou um crescimento de 2,81% nesse período em relação ao mesmo trimestre de 2007. A maior parte do crescimento no setor ficou com a área de insumos, que avançou 5,65% na mesma comparação.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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