Premiê britânico enfrenta greves por inflação e congelamento de salários
da Ansa
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, vai enfrentar nas próximas semanas uma onda de greves do setor público motivadas pelo aumento do custo de vida e o congelamento dos salários.
O sindicato de empregados estatais Unison, um dos mais importantes do país, pediu ao governo que melhore os salários de cerca de 500 mil trabalhadores do setor de saúde.
Os sindicalistas advertiram que, se as autoridades continuarem se negando a aprovar aumentos salariais, irão convocar greves.
Os trabalhadores se queixam dos aumentos nos preços dos alimentos, serviços e combustíveis, que aumentaram a inflação para 3,3% ao ano.
Por sua vez, o ministro da Economia britânico, Alistair Darling, admitiu nesta quarta-feira que a economia do Reino Unido "está desacelerando" e confirmou que este "será um ano difícil" para o país.
Segundo Darling, aprovar aumentos salariais "irá elevar o índice de inflação, algo desastroso para a nação".
Já o secretário-geral da Unison, Dave Prentis, disse que Brown "irá pagar um alto preço" nas próximas eleições gerais se continuar "insultando" os trabalhadores do setor público.
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