Dinheiro
19/06/2008 - 05h22

Lula avalia novas medidas contra inflação

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da Folha Online

Preocupado com a alta da inflação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza nesta quinta-feira uma reunião com a equipe econômica e conselheiros informais para discutir medidas de controle do gasto público e de restrição à expansão do crédito. A informação está na reportagem de Kennedy Alencar e Guilherme Barros publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

No atual modelo, a meta de inflação é de 4,5%, mas há uma margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo a fim de acomodar imprevistos. No ritmo atual de inflação, há o risco de a inflação superar o teto da meta, de 6,5% neste ano, o que Lula quer evitar.

Lula quer ouvir sugestões do que pode ser feito, mas já cogita cortar o gasto público e elevar o superávit primário a 4,8% do PIB (Produto Interno Bruto), ajudando o Banco Central a não subir tanto os juros.

Em outra reportagem (íntegra para assinantes), o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que a alta do superávit ajuda no combate à inflação e, por isso, "quanto mais, melhor".

Segundo Meirelles, o aumento dos juros, que teve início em abril, tem efeito imediato cumulativo. Mas o "pico", o efeito completo, deve ocorrer no final deste ano e no início de 2009.

"O Banco Central está atento e pronto para agir," afirmou. Analistas de mercado consultados pelo BC na pesquisa semanal Focus já trabalham com a aposta de que o IPCA (índice oficial de inflação) ficará em 5,8% neste ano. Sobre a taxa básica de juros, atualmente em 12,25%, o mercado espera que termine 2008 em 14,25%.

Leia a matéria completa na Folha desta quinta, que já está nas bancas.

Inflação

Nesta quarta-feira, o economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Salomão Quadros afirmou que a inflação vem se mostrando mais "resistente", e diante disso o BC (Banco Central) terá que continuar elevando a taxa de juros.

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse na terça-feira (17) que há espaço para que a taxa de juros Selic caia.

Ele ressaltou que isso só poderá acontecer quando a alta dos preços dos alimentos cessarem, e a inflação estiver mais controlada. A taxa real (descontada a inflação) mexicana atual é de 2,6%, e a brasileira alcança 6,9% (também real).

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Comentários dos leitores
valentim rinaldi (7) 17/11/2009 11h08
valentim rinaldi (7) 17/11/2009 11h08
SO MENTIRA QUE VERGONHA sem opinião
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JOSE MOTTA (39) 16/11/2009 12h16
JOSE MOTTA (39) 16/11/2009 12h16
94 % DA POPULAÇÃO NÃO TEM INTERNET BANDA LARGA. EI, LULA, QUE TAL O BOLSA INTERNET? VAI DAR MAIS VOTOS.N 1 opinião
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Eduardo Giorgini (404) 16/11/2009 09h29
Eduardo Giorgini (404) 16/11/2009 09h29
Criticar Lula é loucura hoje em dia devido ao alto indice de popularidade.
Vejo isso como altos investimentos em publicidade a favor do PT. Exemplo, usar o possível sucesso da Petrobrás, alta do mercado internacional, estabilidade economica e todas as conquistas feitas antes de 2000 à favor de Lula.
A oposição deverá ter um belo plano eleitoral para 2010, se não irão se afundar ainda mais.
Um belo exemplo foi o Alkmim usar o mensalão para denegrir Lukla e o PT, mas ocorreu o inverso, por incrível que pareça.
Esquerdismo populista cego tomou conta do Brasil.
[]s
Eduardo.
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