Dinheiro
19/06/2008 - 11h36

Grau de endividamento em SP fica em 49% em junho e mostra resistência

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da Folha Online

O nível de endividamento e de inadimplência em São Paulo tem recuado em relação ao ano passado, mas mostrado resistência na evolução mês a mês. Pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgada nesta quinta-feira apontou estabilidade do nível de endividamento em 49% em junho (ante 50% em maio) e queda de 13 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2007.

Já o nível de inadimplência (consumidores com contas em atraso), o índice ficou em 33% em junho, com queda de 8 pontos percentuais em relação ao ano passado e avanço de 2 pontos em relação a maio deste ano.

"O aumento no endividamento nos últimos meses ainda é reflexo da expansão de novos empréstimos e até mesmo da aquisição de crédito para quitar dívidas em atraso. O cenário de endividamento ainda permanece positivo para o consumidor, principalmente quando comparado com os níveis recordes como em novembro de 2006, quando atingiu 70%", explica a Fecomercio.

A entidade também aponta o aumento do emprego como um fator favorável ao pagamento das contas. O saldo, contudo, é relativamente favorável na avaliação da Fecomercio.

"A consistente expansão da massa real de rendimentos, principalmente da renda combinada com a maior eficiência das ferramentas de concessão e gestão de carteiras de crédito, tem impedido que o aumento do endividamento das famílias atinja elevados níveis de inadimplência."

Segundo a pesquisa, há mais paulistanos com dívidas na faixa de rendimento de até três salários mínimos (57%). Já entre os consumidores que ganham de três a dez salários, a porcentagem de endividados é de 53%, enquanto os que ganham acima de 10 salários mínimos, o índice é de 39%.

Em relação à inadimplência, 49% das pessoas com renda até três salários mínimos estão com contas em atraso, contra 29% dos que ganham de três a dez salários mínimos, e 19% entre os que possuem renda acima deste patamar.

Alimentação

Os gastos com alimentação foram as despesas que mais afetaram as dívidas atuais (para 18%), seguidos por eletrodomésticos e vestuários, ambos em 14%.

Quanto aos motivos para a inadimplência, a falta de controle financeiro foi apontado por 40% dos consumidores, seguido pelo desemprego (26%). O cartão de crédito continua sendo o grande vilão das dívidas, segundo 53% dos consumidores, seguido pelos carnês (20%).

Quanto ao tempo de atraso das dívidas, a pesquisa indica que para 34% dos consumidores o prazo é de 30 a 60 dias, enquanto que para 23% o período é de 30 dias. Já para 18% o atraso é de 60 a 90 dias e para os outros 25%, o tempo de atraso das dívidas são superiores a 90 dias.

 

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