Dinheiro
19/06/2008 - 16h39

Pequenas empresas recorrem ao mercado informal em transações financeiras

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O acesso ao microcrédito por parte das empresas de Rio de Janeiro e São Paulo ainda é baixo, e parte delas recorre ao mercado informal para realizar transações financeiras. É o que aponta estudo desenvolvido pela MasterCard em conjunto com a universidade de Loughborough, que aponta que é necessário que se amplie o acesso ao mercado formal de crédito. O estudo avaliou sete cidades de América Latina, tendo como foco o mercado de crédito popular.

O levantamento aponta que, em 2007, apenas 6% dos pequenos e médios negócios feitos em São Paulo utilizaram microfinanciamentos. Metade dessas empresas não tinham conta corrente, ainda na capital paulista, e 11% não utilizavam o sistema bancário formal para a realização de transações financeiras.

No Rio, 45% das pequenas e médias empresas não tinham conta corrente, no ano passado. Do total investigado na capital fluminense, 21% não fizeram qualquer transação financeira utilizando o sistema formal.

Responsável pela pesquisa, Jon Cloke, da universidade de Loughborough, destaca que as redes varejistas e atacadistas estão pegando o vácuo na dificuldade de acesso ao crédito no país ofertado pelas instituições financeiras para os consumidores de baixa renda. Os cartões oferecidos por essas redes estão sendo responsáveis por mais de 40% das transações com cartões no país.

"Os setores varejista e atacadista estão preenchendo o vazio no acesso ao crédito. Onde os bancos não conseguem entrar, os outros atores do mercado estão ganhando espaço", afirmou Cloke.

O vice-presidente sênior de produtos da MasterCard para a América Latina e Caribe, Max Chion, ressaltou que, à medida em que o setor formal financeiro atender a mais clientes, os custos tendem a se reduzir.

"Com melhor acesso ao produto, o custo vai caindo", observou.

 

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