Dinheiro
19/06/2008 - 16h46

Arrecadação de impostos cai em maio, mas bate recorde no ano

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualiza às 17h20

A arrecadação federal de impostos e tributos fechou os primeiros cinco meses do ano em R$ 275,4 bilhões. O resultado é recorde e representa uma alta de 11,13% sobre o mesmo período do ano passado, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

Somente no mês de maio, foram arrecadados R$ 50,4 bilhões, uma queda de 16,26% em relação ao resultado de abril. Na comparação com maio do ano passado, no entanto, houve crescimento de 5,16%. O valor é recorde para os meses de maio.

Os impostos que mais caíram na comparação com o mês anterior foram o Imposto de Renda Pessoa Física e Jurídica (-27,5%) e a CSLL paga pelas empresas (-41%). Segundo a Receita, a queda nesse tipo de comparação é verificada todos os anos, devido ao pagamento da primeira parcela do IRPF e IRFP/CSLL em abril.

Acumulado no ano

O imposto que mais subiu nos cinco primeiros meses do ano foi o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), alvo de elevação em algumas de suas alíquotas no início do ano como forma de compensar as perdas com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Foram R$ 7,96 bilhões para os cofres públicos, aumento de 150% em relação aos primeiros cinco meses de 2007. A maior parte desse valor veio da tributação das operações de crédito com pessoas físicas, que passaram a ser tributadas em janeiro deste ano.

Em termos absolutos, o aumento foi puxado pela arrecadação das empresas. O IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) renderam, respectivamente, R$ 38,8 bilhões (+22,14%) e R$ 18,5 bilhões (+22%) para o governo.

A Receita vem atribuindo esses números à alta lucratividade das empresas e bancos no último trimestre de 2007, que se refletiu na arrecadação no início deste ano, principalmente no mês de janeiro. Vale lembrar que a alíquota da CSLL sobre os bancos também subiu para compensar as perdas com o fim da CPMF.

O IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) cresceu 9,4% no ano e somou R$ 6,8 bilhões. Por fim, as receitas previdenciárias cresceram 12,8%, para R$ 69 bilhões.

 

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