Mantega descarta novas medidas sobre crédito para segurar inflação
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira que a inflação deverá ficar dentro do teto da meta para este ano, ou seja, abaixo dos 6,5% ao ano --a meta do governo é de 4,5%, com dois pontos de tolerância para baixo ou para cima.
Segundo o ministro, não serão necessárias novas medidas sobre crédito ou corte de gastos para ajudar a segurar a alta de preços. "A inflação vem principalmente de fora. Impediremos que seja propagada aqui dentro", afirmou.
"A gente continua cumprindo as metas e continuará perseguindo a obtenção. Estamos conseguindo apesar de termos aumentado um pouco a média inflacionária", disse Mantega.
Essa foi a conclusão apresentada hoje após reunião do ministro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros representantes do governo, entre eles os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Reinhold Stephanes (Agricultura).
Mantega disse também que o governo não vai aumentar o superávit primário (economia do governo para pagar os juros da dívida), que continuará sendo de 4,3% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no ano). Também descartou adotar novas medidas para conter a alta do crédito.
Segundo ele, esses 4,3% já correspondem a uma economia de 4,8% em relação ao PIB de 2003, ano em que o governo fez uma economia de 4,25% para reduzir os gastos públicos e ajudar no combate à inflação da época.
Ele disse ainda que os cortes no Orçamento que serão feitos para atingir esse superávit não vão atingir as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Em relação ao reajuste do Bolsa Família, o tema não foi tratado na reunião de hoje.
Mantega também afirmou que os preços devem desacelerar no segundo semestre, e que a inflação em 2009 devem ficar abaixo dos patamares deste ano.
Crédito
O governo também descarta adotar novas medidas para conter a alta do crédito. A avaliação é de que já está havendo uma redução no ritmo de crescimento dos financiamentos.
Mantega fez questão de afirmar que o governo já tomou uma série de medidas que vão ajudar a segurar a demanda. Entre elas, o aumento do superávit primário de 3,8% para os atuais 4,3%, o aumentou da taxa de juros pelo Banco Central, o aumento do IOF sobre crédito, entre outras.
As novas medidas de combate à inflação deverão ficar restritas, por enquanto, ao aumento da produção de alimentos. Elas serão anunciadas no início de julho, quando será lançado o Plano Safra 2008/2009.
"Estamos preparando uma grande safra 2008/2009, aproveitando esse bom momento", disse Mantega. "Essa inflação que temos é uma inflação passageira. E combateremos esse problema elevando a produção."
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Vejo isso como altos investimentos em publicidade a favor do PT. Exemplo, usar o possível sucesso da Petrobrás, alta do mercado internacional, estabilidade economica e todas as conquistas feitas antes de 2000 à favor de Lula.
A oposição deverá ter um belo plano eleitoral para 2010, se não irão se afundar ainda mais.
Um belo exemplo foi o Alkmim usar o mensalão para denegrir Lukla e o PT, mas ocorreu o inverso, por incrível que pareça.
Esquerdismo populista cego tomou conta do Brasil.
[]s
Eduardo.
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