Lula sugere ação internacional para conter especulação em Bolsas de mercadorias
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu uma ação internacional para tentar reduzir a especulação nas Bolsas mercantis. A sugestão, segundo relato do ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi feita durante reunião realizada hoje no Palácio do Planalto para discutir as causas da alta da inflação.
"O presidente Lula levantou a necessidade de que nós possamos fazer alguma coisa nesse sentido. Interferir no mercado futuro, que está alavancado", disse Mantega.
"É claro que isso não é uma ação no Brasil. É uma ação a ser feita em escala internacional. Tem de combinar com outros governo para atenuar essa especulação nos mercados futuros", afirmou o ministro da Fazenda.
Mantega disse que muitos investidores saíram dos mercados de títulos públicos, que apresentam baixa rentabilidade, para investir em Bolsas de mercadorias. Ele citou a maior delas, a Bolsa de Chicago. No Brasil, esse tipo de contrato é negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), mas em volumes bem menores.
"Os mercados futuros não são necessariamente especulativos. Eles têm uma função importante. Eles fornecem "hedge" (proteção, em inglês), dão um estímulo para o produtor, que pode fixar o preço de venda das mercadorias. Mas nesse momento, a função especulativa está mais acentuada."
O ministro avalia que essa ação ajudaria a segurar o preço dos alimentos e de produtos como o petróleo. "Se nós pudéssemos reduzir essa especulação no mercado futuro, nós teríamos uma redução no preço das commodities."
Sem crise
Após a reunião, Mantega disse que não há nenhuma crise inflacionária, na avaliação do governo. "O quadro que nós fazemos é positivo, mesmo que a inflação tenha subido um pouquinho."
Ele descartou novas medidas para conter a expansão do crédito e afirmou que não haverá novo aumento da economia que o governo faz para pagar os juros da dívida, o superávit primário, que subiu esse ano de 3,8% para 4,3% do PIB.
"Os ajustes que nós vamos fazer no Orçamento não vão sacrificar o PAC e os investimentos prioritários do governo. Mas é claro que vamos fazer uma redução de gastos para poder acomodar esse 0,5%."
Leia Mais
- Mantega descarta novas medidas sobre crédito para segurar inflação
- Inflação resistente dá margem para que juros continuem subindo, diz FGV
- Meirelles diz que na "teoria" inflação pode superar teto da meta
- Inflação recorde expõe medo de estagflação, dizem jornais britânicos
- Coutinho vê espaço para queda maior da Selic após controle da inflação
- Impacto dos alimentos no consumo prejudica indústria, diz Fiesp
- Inflação já faz consumidor buscar alimentos mais baratos, indica IBGE
- Entenda a diferença entre os principais índices de inflação
Livraria da Folha
- Livro analisa renda, consumo e crescimento
- Veja como escolher ações e encontrar o momento certo para comprar e vender
- Livros da "The Economist" explicam termos essenciais de economia e negociação
- Livro ensina famílias a organizar o orçamento da casa
Especial


avalie fechar
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
avalie fechar
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
avalie fechar