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Dinheiro
19/06/2008 - 18h29

Lula sugere ação internacional para conter especulação em Bolsas de mercadorias

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu uma ação internacional para tentar reduzir a especulação nas Bolsas mercantis. A sugestão, segundo relato do ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi feita durante reunião realizada hoje no Palácio do Planalto para discutir as causas da alta da inflação.

"O presidente Lula levantou a necessidade de que nós possamos fazer alguma coisa nesse sentido. Interferir no mercado futuro, que está alavancado", disse Mantega.

"É claro que isso não é uma ação no Brasil. É uma ação a ser feita em escala internacional. Tem de combinar com outros governo para atenuar essa especulação nos mercados futuros", afirmou o ministro da Fazenda.

Mantega disse que muitos investidores saíram dos mercados de títulos públicos, que apresentam baixa rentabilidade, para investir em Bolsas de mercadorias. Ele citou a maior delas, a Bolsa de Chicago. No Brasil, esse tipo de contrato é negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), mas em volumes bem menores.

"Os mercados futuros não são necessariamente especulativos. Eles têm uma função importante. Eles fornecem "hedge" (proteção, em inglês), dão um estímulo para o produtor, que pode fixar o preço de venda das mercadorias. Mas nesse momento, a função especulativa está mais acentuada."

O ministro avalia que essa ação ajudaria a segurar o preço dos alimentos e de produtos como o petróleo. "Se nós pudéssemos reduzir essa especulação no mercado futuro, nós teríamos uma redução no preço das commodities."

Sem crise

Após a reunião, Mantega disse que não há nenhuma crise inflacionária, na avaliação do governo. "O quadro que nós fazemos é positivo, mesmo que a inflação tenha subido um pouquinho."

Ele descartou novas medidas para conter a expansão do crédito e afirmou que não haverá novo aumento da economia que o governo faz para pagar os juros da dívida, o superávit primário, que subiu esse ano de 3,8% para 4,3% do PIB.

"Os ajustes que nós vamos fazer no Orçamento não vão sacrificar o PAC e os investimentos prioritários do governo. Mas é claro que vamos fazer uma redução de gastos para poder acomodar esse 0,5%."

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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