Dinheiro
20/06/2008 - 04h22

Governo quer produção maior de alimentos para combater crise

da Folha Online

Depois de elevar os juros e o superávit primário, o governo agora pretende controlar a inflação com um incremento na produção de alimentos. Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), os agricultores terão R$ 65 bilhões para financiar a próxima safra e outros R$ 13 bilhões serão destinados a produtores familiares.

As medidas farão parte de pacote agrícola a ser anunciado no início de julho pelo presidente Lula. Segundo o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), as medidas discutidas nesta quinta-feira serão suficientes para elevar a produção de alimentos em 5%, alcançado 148 milhões de toneladas.

No ano passado, o financiamento à safra foi de R$ 58 bilhões e à agricultura familiar, de R$ 12 bilhões.

A reunião foi realizada ontem com a equipe econômica, economistas de fora do governo e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Leia a matéria completa na Folha, que já está nas bancas.

Inflação

Ontem, a Folha noticiou que Lula realizou uma reunião com a equipe econômica e conselheiros informais para discutir medidas de controle do gasto público e de restrição à expansão do crédito.

O presidente convocou a reunião para analisar uma maneira de evitar que a inflação --cuja meta é de 4,5% para 2008-- supere os 6,5% neste ano.

Após a reunião desta quinta, o ministro da Agricultura afirmou que serão propostas ações de curto e longo prazos com a preocupação também de não degradar o ambiente.

"Acho que está se tentando caminhar em duas linhas. Uma, com a visão a longo prazo, que é a agricultura sustentável. Procurando fortificar o pequeno agricultor. E uma segunda linha que é aumentar alimentos", afirmou.

Stephanes disse ainda que no dia 2 de julho o presidente deve anunciar em Chapecó, no interior de Santa Catarina, as medidas para estimular a agricultura familiar. As medidas de incentivo à agricultura comercial saem no dia seguinte, em solenidade no Palácio do Planalto.

Além de Stephanes, participam da reunião o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o senador Aloizio Mercadante, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e o economista Luiz Gonzaga Beluzzo, entre outros.

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Comentários dos leitores
sergio gomes (1) 28/08/2008 00h18
sergio gomes (1) 28/08/2008 00h18
Creio q o Brasil esteja vivendo mesmo uma onda de prosperidade, mas nós os contribuintes , eleitores q fazemos este país ser o que é também. Nós eleitores devemos prestar mais atenção em quem colocamos no poder . O Que eu vejo é que o brasileiro não sabe votar , e a grande maioria dos candidatos são ruins , e sempre os mesmos no poder . Não importa o Estado ,desde o Sul até o Norte do país todos votamos mal , inclusive SP onde se tem " a população mais esclarecida " se tem os eleitos famosos mais desprezáveis do país , inclusive aqueles que foram dados como corruptos voltaram a ocupar cargos eletivos representando SP . Portanto vamos tomar uma posição de dignidade e fazer valer nossos diretos , chega de pagar tantos impostos , queremos benef´cios também , para todas as classes, principalmente a classe média que paga e carrega o país pagando a maioria das contas e impostos. sem opinião
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Edison Filho (74) 27/08/2008 15h20
Edison Filho (74) 27/08/2008 15h20
A inflação está caminhando para o descontrole, o desemprego está aumentando, junto com a inadimplência, o povão vai entrar pelo cano. etc etc
Cada vez que leio essas bobagens, me lembro daquele texto primoroso do Olavo de Carvalho (que quando toma seus remédios pra controlar a sandice, é um pensador muito bom), que diz que a primeira coisa que um cientista faz quando a realidade não corresponde a seu modelo teórico, é negar a realidade e não o modelo. Então, de um ponto de vista pós-moderno, vcs estão absolutamente certos em negar os fatos, afinal cada um vê aquilo que quer. Tenho até uma receita pra vcs:
Quando mostrarem que o Lula tá com aprovação nas alturas, duvidem da validade da pesquisa, afinal ela pode ter sido encomendada pelo PT.
Se o pesquisador não for petista, duvide da qualidade da pesquisa, afinal ele estudou em faculdades repletas de petistas que não sabem fazer conta.
Se a pesquisa for de um organismo idôneo (leia-se não-estatal), duvide da inteligência das pessoas que responderam. Afinal todo mundo é burro, menos eu.
Se as pessoas que responderam tiverem comprovada capacidade intelectual, duvidem que elas estejam falando a verdade. Podem ter sido coagidas a fazê-lo por algum petista.
Se elas não foram coagidas, duvidem que elas existam. Afinal todas as pessoas que vcs conhecem são pessoas de bem, pagam seus impostos religiosamente e odeiam o Lula. Então o pesquisador deve ter visitado uma cadeia, um hospício ou mesmo outro país, mas não o Brasil.
27 opiniões
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Aurea Carvalho (1) 27/08/2008 14h58
Aurea Carvalho (1) 27/08/2008 14h58
Essas pesquisas são sérias. Uma deflação de 0,32% é quase imperceptível aos bolsos dos consumidores finais, dada a sua diluição entre aumentos e quedas. O desemprego realmente vem caindo nos últimos anos. Não há que se criticar as pesquisas, mas sim entender onde a realidade que alcança cada pessoa em um contingente nacional. 3 opiniões
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