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Dinheiro
20/06/2008 - 12h08

Pedir aumento de produção é ilógico e irracional, diz presidente da Opep

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da Folha Online

Os pedidos dos países consumidores de petróleo à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para que aumente sua cota de produção são "ilógicos ou irracionais", disse o presidente da organização, Chakib Khelil, segundo entrevista à agência de notícias APS, da Argélia publicada nesta sexta-feira.

"Pedir aos países membros da Opep que elevem a oferta é ilógico e irracional", disse Khelil. Ele afirmou ainda que a Arábia Saudita irá esclarecer as posições sobre os motivos por trás dessa alta do petróleo", disse, referindo-se à reunião entre representantes de países produtores e consumidores na Arábia Saudita a ser realizada neste domingo (22).

Ele afirmou que entre as principais razões para a alta estão a especulação, as tensões geopolíticas e a capacidade limitada de refino. Segundo Khelil (que é ministro de Minas e Energia da Argélia), a Opep não deverá tomar nenhuma decisão no encontro de domingo.

"Fui convidado como ministro de Minas e Energia da Argélia. Por isso, não tenho mandato da Opep para tomar uma posição pela organização", afirmou --acrescentando que os participantes da reunião que estiverem representando países do cartel poderão igualmente expressar suas opiniões.

Sobre a elevação de produção efetuada pela Arábia Saudita, Khelil disse: "A imprensa divulgou um aumento de 300 mil barris por dia na produção, mas seu impacto no mercado é nulo, o barril está sempre em US$ 136". "Não acredito que esteja aí o problema."

"A Opep responde por 40% da produção mundial, enquanto grandes produtores como os EUA, a Noruega e a Rússia, que não são membros da Opep", disse.

Nesta semana, a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico informou que a Arábia Saudita planeja investir cerca de US$ 80 bilhões nos próximos anos para elevar sua capacidade de produção de petróleo para 12,5 milhões de barris diários.

A Arábia Saudita aumentou sua produção em 300 mil barris diários em maio, e os analistas afirmam que o reino planeja outro aumento de 200 mil barris nos próximos dias, com o que somaria um total de 9,7 milhões de barris diários.

Estréia brasileira

Neste final de semana, em reunição na cidade saudita Jidda, os principais consumidores de energia pedirão uma maior oferta de petróleo à Opep.

O fato inédito no encontro, convocado com urgência por Riad após o exorbitante aumento de preço do petróleo, é que a Arábia Saudita, o maior exportador mundial, não instou apenas os produtores para tratar do tema, mas também os responsáveis pelo maior consumo energético e os grandes consórcios de petróleos e de bancos.

Segundo fontes oficiais, é esperada a participação de 35 países, representados em sua maioria pelos ministros de Energia, por 25 companhias petrolíferas e por sete organizações.

Pela primeira vez em reuniões para discussão do petróleo, o Brasil irá participar na condição de produtor, e não apenas como consumidor. Os representantes brasileiros no encontro serão o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O ministro, inclusive, já está a caminho da Arábia Saudita.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1439) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1439) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. 2 opiniões
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O Pacificador (230) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (230) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (694) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (694) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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