Petrobras nega desrespeito a prazo para explorar blocos do pré-sal
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Atualizada às 12h19
A Petrobras negou ter extrapolado prazos e garantiu nesta sexta-feira que a extensão da exploração nos blocos Júpiter (BM-S-24) e Caramba (BM-S-21) foi feita de forma legal. Em nota, a estatal alega que pediu a prorrogação dos prazos de exploração à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e foi atendida.
Ainda de acordo com a Petrobras, a perfuração na área do pré-sal foi determinante para que os trabalhos de exploração nos blocos fosse atrasada. A perfuração na nova fronteira exploratória encontrou dificuldades na liberação ambiental e na contratação de sondas que chegassem a profundidades maiores.
"Assim, os concessionários solicitaram à ANP o prolongamento do segundo período da fase exploratória, o que foi legalmente autorizado pela Agência, mantido o prazo final de exploração (agosto de 2009)", informa a nota.
O cronograma dos blocos prevê que a fase exploratória seja dividida em três fases, ao longo de oito anos. O primeiro e o segundo tem duração de três anos, cada, e a última fase leva dois anos. Em cada fase, as empresas concessionárias têm que cumprir um cronograma mínimo, que inclui a aquisição de programas sísmicos e a perfuração de poços.
Os programas em Júpiter e Caramba foram iniciados em 29 de agosto de 2001, com a primeira fase sendo cumprida normalmente. Para a segunda fase, previa-se a perfuração de dois poços em cada bloco. Segundo a Petrobras, com a possibilidade de se atingir a camada pré-sal, foi pedida a prorrogação, dada pela ANP.
"As descobertas de petróleo e gás natural realizadas nos blocos BM-S-21 e BM-S-24, com a perfuração dos poços 1-SPS-51 (1-BRSA-526-SPS) e 1-RJS-652 (1-BRSA-559-RJS) ocorreram, portanto, dentro da fase de exploração prevista no contrato de concessão, cumprindo o compromisso do segundo período", conclui a nota.
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