Dinheiro
20/06/2008 - 12h13

Lula descarta adotar soluções mexicana ou argentina para conter alta de preços

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VALDO CRUZ
LEANDRA PERES
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, durante reunião com sua equipe econômica e conselheiros informais, que descarta totalmente adotar o mesmo caminho do México e da Argentina para enfrentar a alta da inflação.

O governo mexicano decidiu fechar um acordo com a indústria para congelar o preço de 150 produtos até dezembro, e o argentino subiu as tarifas de exportação para evitar desabastecimento interno.

"Lula disse que não vai seguir os caminhos do México e da Argentina", afirmou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), um dos participantes da reunião de ontem no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente para analisar a conjuntura atual e medidas necessárias para combater a inflação e evitar uma queda acentuada no ritmo de crescimento.

Segundo o senador, ele fez esses comentários para reforçar que seu governo não pretende baixar medidas heterodoxas na economia como já ocorreu no passado.

O senador lembrou que tabelamento de preços já foi tentado, sem sucesso, no Brasil. E que taxar as exportações no caso brasileiro seria contra-senso. Destacou ainda que as medidas adotadas na Argentina não surtem o efeito esperado. Em vez disso, prejudicam a atividade econômica do país.

"Aqui, vamos é incentivar o aumento da produção de alimentos e outros produtos, tanto para combater a inflação como para elevar nossas exportações", disse Mercadante.

Durante a reunião no Planalto, o governo avaliou que o Brasil está numa posição mais favorável em relação a outros países, já que só ele e o Canadá estão com sua inflação dentro da meta entre aqueles que adotam esse tipo de política econômica.

 

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