Barril a US$ 300 em 2015 não é impossível, diz instituto francês de petróleo
da Folha Online
O presidente do IFP (Instituto francês do Petróleo), Olivier Appert, considerou neste domingo que os preços da commodity deverão provavelmente continuar a avançar e que não acha "impossível" que o barril chegue a US$ 300 em 2015.
"Não é preciso nem apostar", afirmou Appert, em entrevista à rádio France Inter. Há alguns dias, o barril fechou em US$ 140, uma marca histórica.
O encontro entre os principais países produtores e consumidores de petróleo recomendou neste domingo medidas técnicas para tentar estabilizar o mercado petroleiro, mas não foi anunciada nenhum novo aumento significativo da produção.
"Os mercados não esperam milagres", comentou Appert.
Os participantes da conferência dos principais países produtores e consumidores de petróleo recomendaram neste domingo, em Jidá, medidas técnicas para tentar estabilizar o mercado petroleiro, mas não anunciaram nenhum aumento da produção de bruto.
A declaração publicada ao término desta "Conferência de Jidá sobre a Energia" se limita a recomendar uma maior transparência e uma melhor regulação dos mercados financeiros, assim como um aumento das capacidades de produção e de refino para favorecer "um funcionamento eficiente do mercado petroleiro".
Preocupado com o impacto do petróleo caro sobre a economia mundial e a longo prazo sobre a demanda de bruto, o governo saudita havia convidado os países consumidores e produtores para "conversar sobre a disparada dos preços, suas causas e os meios de enfrentá-la".
Publicada neste domingo sob a impulsão da Arábia Saudita, da AIE (Agência Internacional da Energia), do Fórum Internacional da Energia e da Opep, a Declaração comum se limita a medidas técnicas, que prevêem o aumento nas capacidades de produção e de refino.
Presente na conferência, o ministro Edson Lobão (Energia) assegurou neste domingo que o mundo precisa produzir mais biocombustíveis para atender à gigantesca demanda mundial de energia, que provocou a disparada dos preços do petróleo.
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Ainda bem que o petróleo (inclusive o do pré sal) é TOTALMENTE NEUTRO em se tratando de efeito estufa & congêneres, não é?
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