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Dinheiro
23/06/2008 - 08h52

Controle do governo evitou que inflação deslanchasse, diz Lula

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da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil é o principal país no mundo onde a inflação não deslanchou e continua sob controle, durante o programa de rádio "Café com o Presidente" desta segunda-feira.

"A inflação continua sob controle, está dentro das metas estabelecidas pelo governo e vamos continuar fazendo com que a inflação seja controlada", disse o presidente. "É importante lembrar que nesse momento em que o mundo inteiro vive um processo inflacionário por conta dos alimentos, o Brasil é o principal país no mundo que a inflação não deslanchou."

Entenda a diferença entre os principais índices de inflação

O presidente destacou que é preciso aumentar a produção de alimentos para reforçar a segurança alimentar e ter preços "de acordo com aquilo que é o preço justo". "E mais, a gente vai ter alimento para exportar para o mundo que precisa comprar alimento e o Brasil, nessa situação, se apresenta como o principal país para produzir alimentos no mundo."

Sobre o mercado de trabalho, o presidente lembrou que, na medida em que o crescimento econômico está consolidado, "nós vamos percebendo que o emprego também vai se consolidando, sobretudo em setores importantes como a construção civil".

O presidente lembrou ainda os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho na semana passada, que mostraram que a geração de empregos formais passou a marca de 1 milhão em 2008 e bateu recorde para o período, com a criação de 202.984 novas vagas em maio.

Nos cinco primeiros meses de 2008, foram gerados 1.051.946 novos postos de trabalho, número 15,11% maior que o registrado nos cinco primeiros meses de 2007 (913.836 postos). No total, o estoque de trabalhadores com carteira assinada somava 30.018.136 no mês passado.

O setor da economia que mais gerou vagas em maio foi o de serviços, com a criação de 55.361 novos postos. Em seguida vêm a agropecuária, com 47.107, e indústria de transformação, com 36.701 postos. Comércio gerou 29.921, e a construção civil, por sua vez, gerou 28.670 postos.

Nos últimos 12 meses até maio, foram gerados 1.755.502 empregos formais, acima do verificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1.374.179 vagas. Entre 2003 e 2008, foram criados 7.320.714 empregos formais.

Lula disse que a tendência é de que o número de postos de trabalho formais continue crescendo. "O que nós queremos é os homens e as mulheres trabalhando com carteira assinada, contribuindo com a previdência, porque assim a previdência também arrecada mais, a gente vai poder pagar melhor os aposentados brasileiros, vai poder pagar melhor os que estão trabalhando e é isso que o Brasil precisa."

Ele afirmou ainda que a Previdência Social não tem um déficit, e que o desequilíbrio nas contas se deve a outros gastos com a política social do governo. "Na verdade, se você for contabilizar aquilo que os trabalhadores que estão trabalhando pagam para a previdência e aquilo que eles recebem, você vai perceber que quase que não tem déficit. Agora, quando você coloca toda a política social do governo, que é muito forte, e ela foi aprovada na Constituição de 1988, sabe, com exceção do Bolsa Família, com exceção do Programa do Leite, os gastos com a seguridade social é da Constituição. Aí você percebe que, na verdade, não é um gasto da previdência. Está na conta da previdência, mas não é da previdência."

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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