Dinheiro
23/06/2008 - 09h53

Transparência na Anac tem sido menor com novo comando

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da Folha Online

As alterações patrocinadas na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) pelo ministro Nelson Jobim trocaram a agência da esfera de influência da Casa Civil, conforme acusa a ex-diretora Denise Abreu, para a da Defesa, informa reportagem de Andreza Matais e Fernanda Odilla na edição da Folha (íntegra do texto restrita para assinantes do jornal e do UOL) desta segunda-feira.

Na Anac desde dezembro, Solange Vieira é a fiel escudeira de Jobim, que a nomeou após a crise que resultou na renúncia de cinco diretores. A transparência também diminuiu com o novo comando: não é mais possível saber a agenda diária dos diretores e, até o mês passado, as atas das reuniões do colegiado não eram publicadas na íntegra.

A agência só recuou depois de ser questionada pelo Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) na Justiça. As atas permitem conhecer a posição de cada um dos diretores, mas, da forma como vinha sendo divulgado, era possível saber apenas a posição final da Anac. O Snea retirou a ação.

Jobim diz que "as agências são absolutamente independentes e autônomas". Mas ressaltou que "a autonomia das agências não significa que elas possam desprezar o diálogo com os outros pontos do sistema, senão não funciona."

A ex-diretora da Anac, Denise Abreu, denunciou, no início deste mês, ter sofrido pressão e ingerência do governo junto à agência para aprovar as vendas da Varig e da VarigLog para o fundo norte-americano Matlin Patterson e não revelar que o sócio estrangeiro era o real controlador.

A ex-diretora, que se diz vítima de uma armação, afirmou ainda que a filha e o genro do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula e defensor do fundo americano Matlin Patterson, usaram sua influência para pressioná-la.

A reportagem está na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

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