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Dinheiro
24/06/2008 - 07h31

Presidente da Opep afirma que preços do petróleo não vão cair

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da France Presse, em Bruxelas
da Folha Online

As cotações do petróleo não vão cair, afirmou o presidente da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, antes de uma reunião com representantes da União Européia (UE) em Bruxelas.

"A Opep já fez o que podia e os preços não vão cair", disse Khelil.

O secretário-geral da Opep, Abdallah el Badri, disse também que a organização não tem a intenção de aumentar a produção, "já que não existe falta ]de petróleo]".

O comissário europeu de Energia, Andris Piebalgs, antecipou que pedirá o aumento da produção durante a reunião.

Ontem, o petróleo fechou em alta (de 1,02%, cotado a US$ 136,74) com as preocupações com a tensão entre Israel e Irã e os problemas de fornecimento na Nigéria superaram o otimismo dos investidores com as alegações da Arábia Saudita, de que poderia elevar sua produção.

O sindicato dos trabalhadores no setor petrolífero da Nigéria começaram uma paralisação limitada nas instalações da Chevron no país ontem. Também ontem a UE decidiu impor novas sanções contra o Irã --incluindo o congelamento de fundos do maior banco do país-- alegando que Teerã negou-se a atender a restringir seu programa nuclear.

Além disso, a reunião de domingo (22) entre produtores e consumidores da commodity na Arábia Saudita foi ofuscada. No encontro foi aconselhada a adoção de medidas técnicas para estabilizar o mercado petroleiro, mas não anunciaram nenhum aumento da produção.

Os países produtores --incluindo os que se disporiam a aumentar a oferta (Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes)-- atribuíram a disparada dos preços a fatores como especulação, crescente demanda e altos impostos sobre a matéria-prima e seus derivados nas nações industrializadas. Para a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), por sua vez, o aumento do preço do petróleo se deve, principalmente, à especulação nos mercados futuros devido à fragilidade do dólar e a uma suposta escassez.

Comentários dos leitores
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
JUAN LUIS SCHENONE (1) 05/07/2009 01h50
Porque a Petrobras nao aproveita e compra parte da YPF?
Mais cedo ou mais tarde alguem vai ter que buscar petroleo nas aguas da Argentina e o Brasil deveria estar nesse negocio.
sem opinião
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Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Manoel Matos (1) 19/06/2009 20h46
Entendo que o marco regulatório do pré-sal é um assunto delicado, mas por outro lado não deveria haver demasiada demora. A rapidez pode gerar confiança aos investidores e parceiros no projeto.
A independência energética do nosso país no atual momento de crise é crucial para atrair novos investimentos e gerar mais empregos.
Um outro ponto fundamental é não fazer desse projeto e da Petrobras um motivo de batalha política entre partidos de oposição.
Agora é o momento de deixar de lado qualquer divergência política e pensar no Brasil.
Quanto á demora da transnordestina, penso que é fundamental apoiar a CSN no projeto; e mais uma vez pensar em nosso país. Nosso grande país do presente e do futuro.
Espero que os dirigentes e todos envolvidos possam entender a mensagem e agir com a mais boa vontade de fazer as coisas acontecerem.
4 opiniões
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sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
sérgio dourado (188) 18/06/2009 14h03
O governo está com mais uma das portas de um grande destino para o Brasil. Espero que se pense no país,quando se explorar a imensa quantidade de óleo na camada pré-sal. Pois já que não temos pessoas competentes no comando do país,que pense estrategicamente seu destino,a natureza vai nos provendo dos bens materiais para se atingir o ponto mais alto no desenvolvimento sustentável. Resta-nos pessoas que pensem o petróleo,por exemplo,não somente como um produto de exportação,mas como vetor de crescimento da economia como um todo,baixando impostos que incide sobre um produto que temos autosuficiência clara,devido aos potenciais dos campos petrolíferos descobertos,e também pelas reservas de gás que a mesma Petrobras dispõe em solo brasileiro. Somos talvez o único país que pode contar com uma grande matriz energética renovável,no caso do biocombustível,ao passo que a Inglaterra dispõe de somente 4% de matriz energética renovável. No Brasil esse percentual se eleva para mais de 40%.Somos uma potência em níveis energéticos e de produção de proteína vegetal e animal. A grande capacidade do país em produzir alimentos,energia,somente pode precisar de pessoas mais qualificadas e tecnologias mais avançadas:assim o Brasil não terá o que temer. A pauta de exportação do país vai do grão de soja,ao avião.Portanto,podemos e devemos avançar mais do que os outros países,ainda mais a China,Rússia e Índia,nos parceiros e ao mesmo tempo, competidores, diretos. Chega de atos secretos e corrução.. 16 opiniões
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