Dinheiro
25/06/2008 - 09h13

Prévia da inflação oficial, IPCA-15 acelera para 0,9%, maior taxa desde 2004

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizada às 9h27

Prévia da inflação oficial, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) registrou alta de 0,90% em junho, acelerando em relação ao resultado de maio, quando a alta foi de 0,56%. A variação acumulada no ano ficou em 3,67%, acima do registrado no mesmo período de 2007 (2,18%).

Nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 5,89%, maior que os 5,25% referentes aos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os alimentos voltaram a exercer maior pressão sobre o índice, com alta de 2,30% em junho (acima do resultado de maio, 1,26%). No ano, acumulam alta de 8,62%. O grupo também respondeu pela metade do IPCA-15 do mês, 0,51 ponto percentual.

As carnes tiveram maior influência sobre o resultado. A alta de 5,35% deste item acarretou contribuição individual de 0,11 p.p. Segundo o IBGE, o aumento dos alimentos foi generalizado, com destaque para o arroz (+17,09%), batata inglesa (16,79%), tomate (8,60%), macarrão 4,89%), pão francês (+3,43%) e refeição fora (1,55%)leite pasteurizado (+3,48%).

No primeiro semestre, a refeição fora de casa representou a maior influência, com contribuição de 0,28 p.p diante de alta de 7,41%.O pão francês, que subiu 20,99% de janeiro a junho, contribuiu com 0,23 p.p. para o índice. Dos 3,67% de alta do índice no primeiro semestre, o grupo alimentação e bebidas foi responsável por 1,87 p.p.

A pressão dos alimentos em junho foi maior em Curitiba, cuja alta desses produtos chegou a 3,02%. Em São Paulo, a inflação dos alimentos chegou a 2,82%, seguido de Porto Alegre (2,79%), Goiânia (2,59%) e Salvador (2,43%). No ano, os alimentos exerceram pressão sobre os resultados de Salvador (11,62%), Recife (11,34%), Belém (10,21%) e Curitiba (10,07%).

Os produtos não alimentícios subiram 0,50% em junho, ante 0,36% em maio. No semestre, acumulam alta de 2,31%, com destaque para os serviços bancários (3,47%), gás de bujão (1,49%), artigos para reparos nas residências (1,30%) e artigos de higiene pessoal (1,26%).

Entre as 11 regiões pesquisadas, a maior pressão em junho foi verificada em São Paulo, cuja alta chegou a 1,12%, seguido por Porto Alegre (1,03%) e Belo Horizonte (1%). No semestre, Recife teve a principal alta, com acumulado de 5,53%. Belém (4,64%), Salvador (3,90%) e Porto Alegre (3,66%) vieram em seguida.

O IPCA-15 refre-se ao cálculo dos preços coletados entre 16 de maio e 13 de junho, que foram comparados aos preços verificados entre 15 de abril e 15 de maio. O indicador pesquisa as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
sem opinião
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
sem opinião
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