Petróleo de países de fora da Opep não é suficiente, dizem EUA
da Efe, em Washington
A demanda mundial de energia crescerá 50% por volta de 2030, mas o petróleo de países de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não será suficiente para atendê-la, segundo um estudo divulgado hoje pela EIA (Administração de Informação de Energia, na sigla em inglês), ligada ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.
O aumento da demanda "responde ao crescimento econômico forte e ao aumento da população nos países em desenvolvimento", afirmou a agência.
O relatório calculou que, entre 2005 e 2030, a demanda de energia na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os países mais ricos, crescerá 19%.
Nesse mesmo período, a demanda nos outros países crescerá 85%.
Segundo os cálculos da EIA, as economias dos países em desenvolvimento crescerão uma média de 5,2% anual até 2030, frente ao 2,3% estimados para os membros da OCDE.
"Os preços mundiais do petróleo a cada ano desde 2003 foram mais altos que os preços médios do ano anterior (...), em 2007 foram quase o dobro dos de 2003 em termos reais", indicou o estudo.
A EIA previu que, embora haja a perspectiva de "que os combustíveis líquidos continuarão sendo a maior fonte de energia até 2030, a fração dessa energia consumida no mundo passará de 37% em 2005 para 33% em 2030".
"Além disso, a fração de petróleo convencional na provisão geral de líquidos cairá com uma expansão do uso de petróleo não convencional, biocombustíveis e outros líquidos não convencionais", acrescentou o relatório.
"Os altos preços do petróleo farão com que muitos consumidores passem para outros combustíveis quando for factível", afirmou a agência.
Em suas estimativas a longo prazo, a EIA indicou que a extração de petróleo das nações que não são membros da Opep será em 2010 de cerca de 50,7 milhões de barris diários, 1,1 milhões a menos que a projeção feita pela entidade há um ano.
Enquanto isso, a demanda mundial de petróleo em 2010 será de cerca de 87,7 milhões de barris diários, 1,5 milhão a menos que no cálculo do ano anterior.
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