Presidente da Opep prevê barril de petróleo entre US$ 150 e US$ 170
da France Presse, em Paris
da Folha Online
O preço do barril de petróleo ficará entre US$ 150 e US$ 170 neste verão no hemisfério Norte (inverno no Brasil), prevê o presidente da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, em declarações ao canal francês France 24.
"Prevejo provavelmente preços de US$ 150 a US$ 170 neste verão. Talvez caiam um pouco até o fim do ano", declarou Khelil.
"Tudo dependerá do BCE [Banco Central Europeu] e da decisão que pode tomar sobre um aumento das taxas de juros [na zona euro]. Neste momento, penso que o preço do petróleo aumentará", acrescentou.
Khelil também citou as ameaças contra o Irã como um fator que pode elevar as cotações, além da demanda de gasolina, sobretudo nos Estados Unidos, ter um peso maior.
Ao ser questionado se as cotações podem disparar até US$ 200, Khelil respondeu apenas: "Não sei".
Nesta terça-feira (24), Khelil disse que as cotações do petróleo não vão cair. "A Opep já fez o que podia e os preços não vão cair", disse. O secretário-geral da Opep, Abdallah el Badri, disse também que a organização não tem a intenção de aumentar a produção, "já que não existe falta ]de petróleo]".
O preço do petróleo fechou ontem em baixa de 1,79% na Nymex (New York Mercantile Exchange), cotado a US$ 134,55, puxado para baixo pelo crescimento não esperado das reservas semanais da commodity nos EUA.
As reservas de petróleo nos Estados Unidos cresceram em 800 mil barris e atingiu 301,8 milhões de barris na semana passada, informou o Departamento de Energia. O resultado surpreendeu os analistas do setor, que apostavam em um recuo de 1,7 milhão de barris.
Uma alta nas reservas aponta que o consumo de combustíveis está em baixa nos Estados Unidos, indicando desaceleração econômica. Com menor demanda --o país é o maior consumidor mundial da commodity-- o preço tende a cair. As reservas de gasolina, por sua vez, caíram 100 mil barris, para 208,8 milhões de barris. A expectativa dos analistas era de redução de 200 mil barris.
Já os estoques de destilados --como diesel e combustível de calefação-- cresceu 2,8 milhões de barris, atingindo 119,4 milhões de barris. A previsão era de alta de 1,9 milhão de barris. A falta de mais notícias sobre os problemas geopolíticos na Nigéria e no Irã (dois dos maiores produtores de petróleo do mundo) também colaboraram para a queda, já que eles foram responsáveis pela alta de ontem.
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