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Dinheiro
26/06/2008 - 10h37

Desemprego cai com mais força em São Paulo em maio, informa IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O desemprego teve maior queda em São Paulo, onde a população desocupada representou 8,6% da população economicamente ativa no mês de maio. Na comparação com abril, houve redução de 0,8 p.p. (ponto percentual), e em relação a maio de 2007, a queda chegou a 2,6 p.p, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com Cimar Azeredo, responsável pela pesquisa, o emprego na indústria puxou a elevação da taxa de ocupação em São Paulo. Somente de abril para maio, foram criados 64 mil postos de trabalho na indústria paulista, 3,3% acima do que fora verificado no mês anterior, e 9,5% acima do constatado em maio de 2007.

"A queda nas principais regiões metropolitanas, como Rio de Janeiro e São Paulo, puxou o resultado de todo o Brasil. Somente São Paulo tem influência de 40% dentro da pesquisa", afirmou.

O trabalho formal continua subindo no país, e registrou em maio novo recorde. Em maio, 54,8% dos trabalhadores no mercado tinham carteira assinada. Esse número inclui funcionários públicos e militares. Há seis anos, o nível de formalidade não passava de 51,5%. Somente os trabalhadores do setor privado representaram 44,2% do nível de formalidade.

"O mercado informal, descontando trabalhadores domésticos com carteira, representou 31,9% em maio. Em 2002, chegava a 34,3%", destacou Azeredo.

País

A taxa de desemprego no Brasil, de 7,9% em maio, atingiu o menor nível para o mês e o segundo menor índice de toda a série iniciada em 2002, acima apenas do verificado em dezembro de 2007 (7,4%), segundo divulgou o IBGE nesta quinta-feira.

O índice caiu 0,6 ponto percentual em relação a abril (quando ficou em 8,5%) e de 2,2 p.p. em relação a maio do ano passado (10,1%). Foi a primeira queda da taxa de desemprego no ano.

O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.208,20) caiu 1% na comparação mensal, mas subiu 1,5% no ano. O rendimento médio real domiciliar per capita (R$ 784,73) caiu 1,3% no mês e subiu 5,6% no ano. A massa de rendimento real habitual dos ocupados (R$ 26,2 bilhões) ficou estável no mês e cresceu 7,1% no ano.

 

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