Dinheiro
26/06/2008 - 12h51

Para ONU, alta dos alimentos anula crescimento de países pobres

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da Ansa

O aumento do preço dos alimentos pode anular o crescimento da produção agrícola registrada nos últimos dez anos em alguns dos países mais pobres da Europa e da Ásia Central, informou o diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), Jacques Diouf, durante a abertura da 26ª conferência regional da organização na Europa.

"Nos últimos dez anos alguns dos países mais pobres apresentaram incrementos notáveis na renda nacional per capita, especialmente aqueles da região do Cáucaso Meridional e da Ásia Central", disse Diouf, lembrando que também a produção agrícola cresceu rapidamente nesses países.

"Essa tendência positiva poderia se interromper na falta de medidas políticas corajosas para conter o aumento dos preços", acrescentou.

O diretor-geral da FAO também falou sobre o grande potencial agrícola da Rússia, Ucrânia e Cazaquistão. "Com um adequado apoio político e com investimentos na infra-estrutura, pelo menos 13 milhões de hectares de terra poderiam voltar a produzir, sem grandes custos para o ambiente. O que falta nesses países para que haja um crescimento do setor agrícola são políticas que favoreçam a agricultura comercial e instituições de governo que ajudem no desenvolvimento da produção agrícola em nível familiar e do setor privado", disse Diouf.

O diretor da FAO disse também que o organismo 'está preocupado com a pobreza rural que em alguns países, especialmente na Ásia Central, é acompanhada pela insegurança alimentar'. Para ele, a pobreza rural, 'junto às catástrofes, seja naturais seja causadas pelo homem', está na base da emergência alimentar também nos países europeus mais pobres.

Diouf destacou o esforço da FAO em sensibilizar os líderes políticos e a opinião pública sobre as medidas necessárias para enfrentar esse problema, citando a iniciativa contra o aumento do preço dos alimentos e acrescentando que a organização está desenvolvendo diversos projetos na região para melhorar a produção agropecuária.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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