Para ONU, alta dos alimentos anula crescimento de países pobres
da Ansa
O aumento do preço dos alimentos pode anular o crescimento da produção agrícola registrada nos últimos dez anos em alguns dos países mais pobres da Europa e da Ásia Central, informou o diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), Jacques Diouf, durante a abertura da 26ª conferência regional da organização na Europa.
"Nos últimos dez anos alguns dos países mais pobres apresentaram incrementos notáveis na renda nacional per capita, especialmente aqueles da região do Cáucaso Meridional e da Ásia Central", disse Diouf, lembrando que também a produção agrícola cresceu rapidamente nesses países.
"Essa tendência positiva poderia se interromper na falta de medidas políticas corajosas para conter o aumento dos preços", acrescentou.
O diretor-geral da FAO também falou sobre o grande potencial agrícola da Rússia, Ucrânia e Cazaquistão. "Com um adequado apoio político e com investimentos na infra-estrutura, pelo menos 13 milhões de hectares de terra poderiam voltar a produzir, sem grandes custos para o ambiente. O que falta nesses países para que haja um crescimento do setor agrícola são políticas que favoreçam a agricultura comercial e instituições de governo que ajudem no desenvolvimento da produção agrícola em nível familiar e do setor privado", disse Diouf.
O diretor da FAO disse também que o organismo 'está preocupado com a pobreza rural que em alguns países, especialmente na Ásia Central, é acompanhada pela insegurança alimentar'. Para ele, a pobreza rural, 'junto às catástrofes, seja naturais seja causadas pelo homem', está na base da emergência alimentar também nos países europeus mais pobres.
Diouf destacou o esforço da FAO em sensibilizar os líderes políticos e a opinião pública sobre as medidas necessárias para enfrentar esse problema, citando a iniciativa contra o aumento do preço dos alimentos e acrescentando que a organização está desenvolvendo diversos projetos na região para melhorar a produção agropecuária.
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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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