14/02/2002
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15h55
da Folha Online
A Souza Cruz, maior indústria de fumos da América Latina, espera este ano um aumento dos preços internacionais do produto como reflexo de uma nova redução da safra do Zimbábue, um dos gigantes do setor.
"Não sabemos ainda o tamanho da queda da produção do Zimbábue. Em 2001, caiu 20%. Em março, começa a comercialização da safra, teremos idéia de quanto será a elevação dos preços", diz o diretor financeiro da Souza Cruz, Nicandro Durante.
Em 2000, o país do sul da África adotou um polêmico programa de reforma agrária, apoiado na ocupação das fazendas pertencentes a brancos por veteranos de guerra negros e militantes do partido do presidente Robert Mugabe.
"Com os problemas políticos e econômicos no Zimbábue, o Brasil vem aumentando seu espaço no mercado internacional."
Proibidos de plantar, os fazendeiros brancos desmontaram os sistemas de irrigação. A situação agravou a crise econômica do país (inflação sem controle, aumento do desemprego e falta de alimentos) e afugentou os investidores.
Diante do colapso do cultivo de fumo no país africano, a participação da Souza Cruz no comércio mundial de fumo cresceu de 7% em 1999 para 9% em 2001, segundo a companhia, que é responsável por 25% das exportações brasileiras de fumo.
Recorde
A Souza Cruz quer repetir em 2002 o recorde no volume de exportações.
Em 2001, a companhia embarcou cerca de 103 mil toneladas de fumo, um aumento de 30% em relação a 2000 (79 mil toneladas).
Esse desempenho garantiu um crescimento de 28% do lucro líquido da empresa no ano passado, que saltou de R$ 494,3 milhões para R$ 634,4 milhões.
"Vamos procurar este ano melhorar o volume das vendas externas", diz o diretor financeiro da Souza Cruz.
A companhia exporta para mais de 70 clientes nos cinco continentes. Entre os principais mercados, Europa responde por 58% dos pedidos, seguida pela Ásia (24%) e América do Norte (7%).
"O crescimento das vendas nessas regiões é homogêneo. Não há um destaque específico", afirma o gerente de relações com investidores.
Os dois executivos lembram que o resultado das vendas externas da companhia em 2001 (crescimento de 30%) superou o desempenho das exportações brasileiras em geral (aumento de 22%).
A companhia trabalha com a expectativa de que o dólar comercial chegue ao final de 2002 na cotação de R$ 2,60.
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SÉRGIO RIPARDOda Folha Online
A Souza Cruz, maior indústria de fumos da América Latina, espera este ano um aumento dos preços internacionais do produto como reflexo de uma nova redução da safra do Zimbábue, um dos gigantes do setor.
"Não sabemos ainda o tamanho da queda da produção do Zimbábue. Em 2001, caiu 20%. Em março, começa a comercialização da safra, teremos idéia de quanto será a elevação dos preços", diz o diretor financeiro da Souza Cruz, Nicandro Durante.
Em 2000, o país do sul da África adotou um polêmico programa de reforma agrária, apoiado na ocupação das fazendas pertencentes a brancos por veteranos de guerra negros e militantes do partido do presidente Robert Mugabe.
"Com os problemas políticos e econômicos no Zimbábue, o Brasil vem aumentando seu espaço no mercado internacional."
Proibidos de plantar, os fazendeiros brancos desmontaram os sistemas de irrigação. A situação agravou a crise econômica do país (inflação sem controle, aumento do desemprego e falta de alimentos) e afugentou os investidores.
Diante do colapso do cultivo de fumo no país africano, a participação da Souza Cruz no comércio mundial de fumo cresceu de 7% em 1999 para 9% em 2001, segundo a companhia, que é responsável por 25% das exportações brasileiras de fumo.
Recorde
A Souza Cruz quer repetir em 2002 o recorde no volume de exportações.
Em 2001, a companhia embarcou cerca de 103 mil toneladas de fumo, um aumento de 30% em relação a 2000 (79 mil toneladas).
Esse desempenho garantiu um crescimento de 28% do lucro líquido da empresa no ano passado, que saltou de R$ 494,3 milhões para R$ 634,4 milhões.
"Vamos procurar este ano melhorar o volume das vendas externas", diz o diretor financeiro da Souza Cruz.
A companhia exporta para mais de 70 clientes nos cinco continentes. Entre os principais mercados, Europa responde por 58% dos pedidos, seguida pela Ásia (24%) e América do Norte (7%).
"O crescimento das vendas nessas regiões é homogêneo. Não há um destaque específico", afirma o gerente de relações com investidores.
Os dois executivos lembram que o resultado das vendas externas da companhia em 2001 (crescimento de 30%) superou o desempenho das exportações brasileiras em geral (aumento de 22%).
A companhia trabalha com a expectativa de que o dólar comercial chegue ao final de 2002 na cotação de R$ 2,60.
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