Pessimismo global derruba Bovespa; dólar fecha a R$ 1,60
da Folha Online
O pessimismo do investidor com a economia americana, e a disparada do barril de petróleo rumo aos US$ 140 afetaram as Bolsas de Valores da Europa ao continente americano. No Brasil, o preço da moeda americana chegou a cair até R$ 1,58 pela manhã, mas o nervosismo da cena externa favoreceu para que retornasse ao patamar de R$ 1,60.
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,602 na venda, o que representa um acréscimo de 0,62% sobre a taxa final de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi mantido em R$ 1,710 (cotação de venda).
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) anula os ganhos de ontem e retrocede 2,36%, para os 64.299 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 5,31 bilhões.
Perto da abertura dos negócios o preço da moeda americana chegou a R$ 1,588 (a menor cotação do dia), mas começou sua escalada com o pessimismo dos investidores e a baixa das Bolsas de Valores. A fuga de investidores estrangeiros é quantificada por um saldo negativo de R$ 7 bilhões somente neste mês.
Analistas lembram que a disparada dos preços do petróleo aumenta o temor pela inflação e o conseqüente aperto monetário (juros primários mais elevados) em nível global. Ontem, o Federal Reserve (banco central americano) decidiu manter a taxa básica de juros dos EUA em 2% ao ano, mas sinalizou que está bastante preocupado com a alta do custo de vida, influenciada pelos preços de energia e de outras commodities.
Para muitos analistas, o "aviso" do Fed serviu para reforçar as apostas de que a autoridade monetária americana pode elevar os juros básicos americanos em agosto, mês de sua próxima reunião.
O Banco Central entrou no mercado de câmbio às 12h14, comprando dólares por R$ 1,5965 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais era de US$ 199,008 bilhões.
"O mercado de câmbio reagiu à alta do petróleo, ao dia ruim das Bolsas de Valores, mas tem influência também da 'guerra pela Ptax'. É final de mês e algumas tesourarias de bancos já começaram a agir para influenciar a taxa", comenta Luiz Carlos Baldan, diretor da corretora Fourtrade.
Tipicamente, no final do mês, ocorre uma disputa entre agentes financeiros para influenciar a formação da Ptax, a taxa média de câmbio, que serve para a liquidação dos contratos futuros de dólar na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Os chamados "vendidos" ganham quando o dólar cai, e os "comprados", quando a taxa sobe.
Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros elevou mais uma vez as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.
No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 13,22% ao ano para 13,30%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 14,80% para 14,98%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 14,94% para 15,15%.
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Especial


A própria situação de queda, que perdura por um bom tempo, é um indicador de que o quadro deve ser reverter.
Ressalte-se que a economia americana é muito forte e não será a atual tormenta que manterá o dólar em baixa.
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Não é a especulação que faz o Real wstá mais valorizado. É o Dolar que não está valendo nada no mundo inteiro.
A reportagem é tendenciosa.
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