Petróleo passa de US$ 140 e encerra dia com novo valor recorde
da Folha Online
O preço do petróleo bateu novos recordes nesta quinta-feira, passando de US$ 140 perto do encerramento da sessão e fechando acima de US$ 139 na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês). A possibilidade de um corte de produção na Líbia e a declaração do presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, de que o barril pode chegar a US$ 170 nos próximos meses, afetou as cotações.
O barril encerrou o dia negociado a US$ 139,64 na Nymex, em alta de 3,78%. Pouco antes, o preço chegou ao recorde de US$ 140,39. O recorde anterior, atingido neste mês, havia sido US$ 139,89. Segundo analistas, a alta ocorreu perto do fim do pregão. "Muito volume [de negócios] chega nos últimos 45 minutos", disse o presidente da consultoria Ritterbusch and Associates, Jim Ritterbusch, à agência de notícias Associated Press (AP).
O governo da Líbia estuda um corte em sua produção em resposta à lei, aprovada pela Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA em maio, que permite ao Departamento de Justiça processar os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) por limitar a oferta de petróleo e por fixar os preços da commodity.
A medida submeteria os países do cartel --entre eles Venezuela e Irã, com quem os EUA têm relações difíceis-- às mesmas leis antitruste que regulam as operações das empresas americanas e cria uma força-tarefa do Departamento de Justiça para investigar o movimento dos preços da gasolina e a manipulação do mercado de energia.
"Estamos estudando todas as opções", disse o chefe da Corporação Nacional de Petróleo da Líbia, Shokri Ghanem. "Há ameaças do Congresso [dos EUA] e eles estão levando a Opep para os tribunais, estendendo as leis dos EUA para fora do país."
"Essa lei garante que os preços do petróleo refletirão as regras econômicas de oferta e demanda, ao invés de atividades altamente especulativas e, talvez, até ilegais", disse á época o representante democrata Steve Kagen, do Estado do Wisconsin (centro-norte dos EUA). O Senado ainda precisa votar a lei, mas a Casa Branca se opõe à lei, dizendo que atingir os investimentos da Opep nos EUA poderia levar a medidas retaliatórias.
"Ghanem não disse quando irá tomar uma decisão ou se haverá uma redução, nem deu nenhuma indicação de quanto seria o corte em consideração", disse o diretor de pesquisa de mercado da Tradition Energy, Addison Armstrong, à AP.
O presidente da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, disse ao canal francês de TV France 24 que o preço do barril de petróleo ficará entre US$ 150 e US$ 170 neste verão no hemisfério Norte (inverno no Brasil). 'Prevejo provavelmente preços de US$ 150 a US$ 170 neste verão. Talvez caiam um pouco até o fim do ano', declarou. 'Tudo dependerá do BCE [Banco Central Europeu] e da decisão que pode tomar sobre um aumento das taxas de juros [na zona euro]. Neste momento, penso que o preço do petróleo aumentará."
Nesta terça-feira (24), ele disse que as cotações do petróleo não vão cair. "A Opep já fez o que podia e os preços não vão cair", disse. O secretário-geral da Opep, Abdallah el Badri, disse também que a organização não tem a intenção de aumentar a produção, "já que não existe falta [de petróleo]".
Ontem, o Departamento de Energia dos EUA informou que as reservas de petróleo nos Estados Unidos cresceram em 800 mil barris e atingiu 301,8 milhões de barris na semana passada. O resultado surpreendeu os analistas do setor, que apostavam em um recuo de 1,7 milhão de barris. O anúncio ajudou os preços a cederem ontem, mas a queda não se sustentou.
Na Nigéria, o sindicato dos trabalhadores do setor petrolífero e a empresa petrolífera americana Chevron devem retomar as negociações, a fim de encerrar uma greve. Ataques de grupos armados às instalações da empresa já afetaram em cerca de um terço a produção, de cerca de 350 mil barris diários, no país.
O dólar em queda também afeta a cotação do petróleo. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) manteve sua taxa de juros em 2%, mas os cortes efetuados antes (sete consecutivos, entre setembro do ano passado e abril deste ano) afetaram a posição da moeda americana diante do euro.
Uma pesquisa da MasterCard divulgada na terça-feira (24) mostrou que a demanda por gasolina nos EUA caiu 2,7% na semana passada, na comparação com o mesmo período do ano passado; nas últimas quatro semanas, a demanda recuou 3,6% na comparação com o mesmo período um ano antes.
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Especial


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Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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