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Dinheiro
30/06/2008 - 09h03

Alta do preço dos alimentos levou a reajuste do Bolsa Família, diz Lula

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da Folha Online

A crise alimentar, que tem levado a aumentos nos preços do alimentos em todos os países --inclusive no Brasil-- levou ao reajuste do benefício do programa Bolsa Família, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa de rádio "Café com o Presidente" desta segunda-feira.

"Nós entendemos que a parte mais pobre da população, que ganha uma ajuda para comprar comida para levar para casa e sustentar a família merecia que a gente fizesse a reposição inflacionária", disse o presidente. "Os cálculos foram feitos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, pelo Ministério da Fazenda e eu achei que dar os 8% de reajuste foi uma boa medida para garantir que as pessoas continuem levando para casa o necessário para comer."

O cálculo do reajuste foi feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Segundo Lula, as críticas ao programa são de pessoas que "perderam a sensibilidade". "Aqueles que falaram que era eleitoreiro são pessoas que me parece que perderam a sensibilidade" disse o presidente. "Nós estamos dando o reajuste porque temos condições de dar, porque tem no orçamento dinheiro para dar este reajuste. E nós vamos continuar reajustando o Bolsa Família. Na medida em que puder reajustar mais nós vamos reajustar mais fortemente porque os que recebem o Bolsa Família são a parte mais pobre da população."

O presidente Lula disse ainda que os investimentos do governo no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os das empresas privadas têm ajudado a reduzir o desemprego. "[Esses investimentos] têm dado uma demonstração vigorosa de que nós vamos conseguir reduzir o desemprego muito mais fortemente ainda", disse Lula. "Eu acredito que a partir do ano que vem as obras do PAC estarão já em andamento com muito mais força, com muito mais volume. (...) Isso significa que vai gerar mais empregos."

O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) registrou alta de 0,90% em junho. Os alimentos voltaram a exercer maior pressão sobre o índice, com alta de 2,30% (acima do resultado de maio, 1,26%). No ano, acumulam alta de 8,62%. As carnes tiveram maior influência sobre o resultado. A alta de 5,35% deste item acarretou contribuição individual de 0,11 p.p. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o aumento dos alimentos foi generalizado, com destaque para o arroz (+17,09%), batata inglesa (16,79%), tomate (8,60%), macarrão 4,89%), pão francês (+3,43%) e refeição fora (1,55%)leite pasteurizado (+3,48%).

O IBGE informou que a taxa de desemprego no Brasil em maio foi de 7,9%, menor nível para o mês e o segundo menor índice de toda a série iniciada em 2002, acima apenas do verificado em dezembro de 2007 (7,4%).

O número de trabalhadores com carteira assinada, 9,5 milhões de pessoas, não se alterou em relação a abril, mas teve alta de 9,5% na comparação com maio de 2007. A população desocupada diminuiu em 7,5% em maio (ficando em 1,8 milhão de pessoas) em relação a abril e 20,4% em relação a maio do ano passado. A população ocupada (21,5 milhões) não registrou alteração significativa na comparação com abril, mas cresceu 4,6% em relação a maio de 2007.

O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.208,20) caiu 1% na comparação mensal, mas subiu 1,5% no ano. O rendimento médio real domiciliar per capita (R$ 784,73) caiu 1,3% no mês e subiu 5,6% no ano. A massa de rendimento real habitual dos ocupados (R$ 26,2 bilhões) ficou estável no mês e cresceu 7,1% no ano.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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