Economistas elevam estimativa de inflação para 6,3% em 2008
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Economistas e analistas do mercado financeiro aumentaram novamente suas previsões para a inflação em 2008, segundo a pesquisa semanal do Banco Central conhecida como relatório Focus.
A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, subiu pela 14ª semana seguida. O IPCA deve fechar o ano a 6,3%, acima dos 6,08% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%, mas ainda dentro do teto da meta, de 6,5%.
Para 2009, a previsão para o IPCA subiu de 4,78% para 4,8%.
Na semana passada, o Relatório Trimestral de Inflação divulgado pelo BC, a instituição admitiu pela primeira vez que a inflação deve ficar acima dos 6%.
Os demais indicadores de inflação pesquisados pela instituição também tiveram as projeções para 2008 elevadas pelo mercado. O maior destaque foram os IGPs, que servem de base para o reajuste de aluguéis e tarifas.
A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 11,02% para 11,36%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão aumentada de 10,36% para 11%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 5,85%, ante 5,79% da semana anterior.
Juros
Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano, feita na semana passada. Para o final de 2009, a estimativa é de a Selic estaria em 13,50% ao ano.
No início do mês, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) aumentou a taxa básica de juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Na ata da reunião, os diretores do BC dizem que continuarão aumentando os juros 'enquanto for necessário'.
PIB
A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 4,8% em 2008. Para 2009, foi mantida a taxa de 4%.
A estimativa para o dólar caiu de R$ 1,68 para R$ 1,67 no final deste ano. Para dezembro de 2009, a previsão ficou em R$ 1,77.
A previsão do saldo da balança comercial em 2008 ficou em US$ 23 bilhões. Para 2009, subiu para US$ 15,21 bilhões.
Contas externas
Foram mantidas as expectativas de investimentos estrangeiros diretos, de US$ 34 bilhões (2008). Para 2009, foi mantida a previsão de US$ 30 bilhões.
Houve ligeira mudança na previsão para a relação dívida/PIB, de 41,10% para 41% neste ano. A expectativa para o saldo em conta corrente foi mantida em um resultado negativo de US$ 23 bilhões em 2008.
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