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Dinheiro
30/06/2008 - 10h34

BIS prevê crescimento para o Brasil de 4,8% em 2008

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da Efe, em Basiléia (Suíça)

O BIS (Banco de Compensações Financeiras, na sigla em inglês) prevê que o Brasil crescerá 4,8% neste ano, com uma taxa de inflação de 6,4%, e que, assim como toda a América Latina, deverá fazer frente à desaceleração dos Estados Unidos.

Sobre a América Latina, o BIS prevê que o crescimento será de 4,5% e terá taxa de inflação de 6,3%, em perspectivas contidas no 78º relatório anual do grupo, no qual analisa a situação da economia global de 1º de abril de 2007 a 31 de março deste ano.

O BIS, que hoje realiza sua assembléia geral anual, acredita que o crescimento econômico do México será, em 2008, de 2,6%, com uma taxa de inflação de 4,1%.

"Os últimos aumentos colocaram a inflação acima dos objetivos previstos para 2008", disse a instituição. Isso se deve, principalmente, à alta dos preços das matérias-primas em virtude do crescimento da demanda, que não foi suprida por aumentos de oferta.

Como exemplo, o BIS citou que "os preços nominais em dólares do petróleo aumentaram 47% em 2007 e 29% adicionais até o começo de maio de 2008".

Além disso, "a cotação de matérias-primas alimentícias, como cereais e oleaginosas, subiu drasticamente desde meados de 2006".

O BIS acrescentou que, atualmente, o ciclo econômico das economias emergentes parece estar menos ligado ao dos EUA do que há alguns anos, citando como exemplo, o estouro da bolha tecnológica, em 2001.

"A experiência do arrefecimento americano em 2001 sugere que os riscos de queda no crescimento das economias emergentes poderiam ser substanciais", afirmou o BIS. No entanto, "a atual desaceleração parece estar associada, por enquanto, a uma queda muito menor do crescimento nas emergentes".

O crescimento destas economias permaneceu acima da média, enquanto o dos EUA foi desacelerado.

Isto se deve ao bom comportamento das exportações e ao estímulo da demanda interna para compensar o retrocesso das exportações.

O BIS considera que as previsões de crescimento para as economias emergentes em 2008 continuam firmes, mas poderiam desequilibrar com uma queda nas exportações devido à fragilidade econômica dos EUA, caso sua capacidade para impulsionar a demanda interna fosse restringida ou com uma reversão dos fluxos de capital.

As economias emergentes com elevados déficit por conta corrente e uma alta proporção da dívida externa a curto prazo poderiam se deparar com dificuldades para conseguir financiamentos externos, caso as condições para concessão de créditos em nível internacional ficassem ainda mais difíceis.

Além disso, um arrefecimento das economias industriais avançadas também provocaria uma queda das remessas dos trabalhadores em países da América Central e no México, e poderia, assim, aumentar suas necessidades de financiamento exterior em comparação aos últimos anos.

O BIS, que foi fundado em 17 de maio de 1930, incentiva a cooperação monetária e financeira internacional e atua como banco para os bancos centrais que são seus clientes.

Estiveram presentes na assembléia os presidentes ou outros representantes dos 55 bancos centrais com direito a voto que integram o BIS, que é a instituição financeira internacional mais antiga do mundo.

Comentários dos leitores
Felipe Santos (176) 10/07/2008 08h54
Felipe Santos (176) 10/07/2008 08h54
Sr. Carlos Lobitsky a inflação tem suas causas no preço do petróleo e commodities, mas temos a demanda interna pressionando-a também, já que o Brasil sempre teve gargalos no seu meio produtivo. Nunca conseguimos crescer sem inflação por causa destes gargalos. O sr. parece entender de política, então me diga uma política tomada pelo governo para o crescimento sustentável do país. A única coisa feita até agora foi a manutenção na taxa de juros que é totalmente independente do governo. Agora, não tivemos a tão falada reforma tributária, os investimentos necessários para tornar o país eficiente não estão sendo feitos e sim só usados como campanha política. Bolsa-família não faz país nenhum crescer, o que faz gerar crescimento é tornar nossas empresas competitivas para que estas contratem e não só dependam da taxa de juros. Nossa participação no mercado internacional só vem caindo e çom certeza não é só por causa do dólar. A questão não é jogar contra o governo é faze-lo abrir os olhos, pois outra oportunidade foi perdida. sem opinião
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Felipe Santos (176) 07/07/2008 08h37
Felipe Santos (176) 07/07/2008 08h37
Agora vamos ver se o PT sabe administrar e governar mesmo, pois o cenário internacional mudou e como exaustivamente dito neste forum, o governo não aproveitou o momento bom da economia mundial para tomar decisões importantes para o Brasil, ao invez disto, só se gastou e se tomou medias com fins políticos, a única coisa feita foi a manutenção da taxa de juros. Poderiamos ter tornado a nossa industria eficiente, etc. O Brasil é tão frágil ainda que em poucos meses já se tem uma deterioração grande dos seus indicadores economicos. A inflação voltou, já se projeta crescimento abaixo da média da América Latina e toda aquela novela que já conhecemos e que tanto foi avisada e contada neste forum. 1 opinião
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M Mig (863) 30/06/2008 21h25
M Mig (863) 30/06/2008 21h25
Esse indice de crescimento é uma piada, já fomos passados para trás por varios paises considerados economicamente piores que o Brasil. Já ouvimos muitas histórias ou estórias sobre ter dinheiro para saldar a divida externa e recordes de arrecadação... mas na pratica ainda não vimos nada... só medidas com fins eleitoreiros e que não podem ser consideradas. Que tal investir em produção interna?? Afinal a melhoria no nivel de risco para investimentos extrangeiros tão festejada não pôs dinheiro no bolso do trabalhador.... mas investimentos internos sim... Alias, que o tal presidente olhar um pouco pelo trabalhador brasileiro ao invés de fazer tanta propaganda vã ?? 5 opiniões
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