Controlar a inflação da zona do euro é possível, diz BIS
da Efe, em Basiléia (Suíça)
O BIS (Banco de Compensações Financeiras, na sigla em inglês) destacou nesta segunda-feira que os números de inflação da zona do euro foram "um pouco mais altos que o esperado", mas insistiu em que este problema "pode ser controlado".
O diretor do BIS, Malcolm Knight, disse após a Assembléia Geral Anual na sede da instituição, em Basiléia, que o aumento dos preços na zona do euro "reflete um forte encarecimento do petróleo e de alguns alimentos".
Segundo o indicador antecipado publicado hoje pelo escritório de estatística europeu Eurostat, a inflação subiu três décimos em junho, para 4%, a respeito do mês anterior.
O aumento dos preços é o dobro da meta do BCE (Banco Central Europeu), que é uma taxa próxima, mas sempre abaixo, de 2%.
O diretor do BIS afirmou que a taxa de inflação dos países que compartilham o euro se estabilizará a um nível alto e destacou que "o BCE deixou muito claro sua intenção de manter sua meta de inflação".
Os mercados financeiros já descontaram que o Conselho do BCE subirá na quinta-feira a taxa de juros para a zona do euro --que está atualmente em 4%-- em 0,25 ponto.
O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse em várias ocasiões nas últimas semanas que o Conselho do Governo da entidade considerará "em sua próxima reunião aumentar as taxas de juros" de forma moderada para a zona do euro, a fim de garantir a estabilidade de preços.
"Os bancos centrais enfrentam seu maior desafio em anos" e deverão vigiar a inflação muito de perto nos próximos meses, segundo o BIS.
Neste sentido, Knight considerou que "não há outro remédio que atuar com firmeza para fazer frente ao perigo de um aumento das expectativas de inflação", o que significa possíveis altas das taxas de juros.
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