Dinheiro
30/06/2008 - 13h01

BIS recomenda aumento de juros diante inflação

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da Efe, em Basiléia (Suíça)

O BIS (Banco de Compensações Financeiras, na sigla em inglês) recomendou uma política monetária restritiva --ou seja, com altas nas taxas de juros-- diante da ameaça da inflação.

A instituição com sede na Basiléia (Suíça), que realiza nesta segunda-feira sua Assembléia Geral Anual, considerou hoje que "parece ser adequado que a política monetária adote um viés restritivo em todo o mundo". No entanto, "as diferentes circunstâncias de cada país impedem a recomendação de uma política única".

Em seu 78º relatório anual, no qual analisa a situação da economia global de 1º de abril de 2007 a 31 de março deste ano, o BIS afirma que "os riscos de inflação são os mais sérios dos últimos anos".

Os mercados financeiros já registraram expectativa de que o BCE (Banco Central Europeu) deverá elevar na quinta-feira (03) os juros na zona do euro em 0,25 ponto percentual, a partir dos atuais 4% ao ano.

O Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) manteve os juros americanos m 2% na última semana, e ainda não deu sinais de que poderia alterá-los em breve. O Banco do Japão também deixou inalterada sua taxa de juros, atualmente em 0,5%.

Crescimento

Quanto a crescimento, o BIS prevê que "a desaceleração mundial será mais intensa e prolongada do que a prevista anteriormente pelos analistas".

"É necessário saber que a redução das taxas poderia ser muito pouco eficaz após o auge da despesa induzida pela expansão creditícia", destacou o BIS.

Neste sentido, a entidade assinala que "poderiam ser pensadas políticas de acompanhamento que evitem sobrecarregar o relaxamento monetário".

O BIS conclui que "teria sido melhor evitar desde o início a acumulação de excessos relacionados com a expansão creditícia".

No futuro, isso poderia ser tentado por meio de "uma nova estabilidade macrofinanceira que venha a apoiar tanto a política monetária quanto a regulação para resistir ao caráter pró-cíclico do período creditício".

A economia mundial começou a ser freada no segundo semestre de 2007 em um contexto de turbulências financeiras e de intensa desaceleração dos EUA devido ao enfraquecimento do mercado habitacional. A convulsão financeira que foi desencadeada no mercado americano de hipotecas de alto risco ("subprime") afetou muitos outros mercados financeiros.

O Fed reagiu com redução dos juros, de 5,25% para os 2% atuais, enquanto o BCE e o Banco do Japão os mantiveram para fazer frente às turbulências dos mercados financeiros.

 

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