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Dinheiro
30/06/2008 - 14h39

Reservas globais chegam a US$ 4,322 trilhões no 1º trimestre, diz FMI

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da Folha Online

As reservas estrangeiras mundiais no primeiro trimestre chegaram a US$ 4,322 trilhões no primeiro trimestre deste ano, contra US$ 4,070 trilhões no quarto trimestre de 2007 e US$ 3,469 trilhões no primeiro trimestre do mesmo ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

A parcela desse total composta efetivamente em dólares, no entanto, decresceu, de 64% no trimestre passado para 63% entre janeiro e março deste ano. No primeiro trimestre de 2007, a participação do dólar no total foi de 65,06%.

O euro, por sua vez, vem ampliando sua participação na composição das reservas estrangeiras. No primeiro trimestre do ano passado, a parcela de euros nas reservas era de 26,36%; já no mesmo período deste ano, ficou em 26,79%. No primeiro trimestre de 1999 (ano em que a moeda européia foi introduzida) a participação era de 14%, enquanto a do dólar era, no mesmo período, de 77,17%.

Na semana passada, o Banco Central informou que as reservas internacionais brasileiras atingiram a marca inédita dos US$ 200,231 bilhões. No final de abril, as reservas giraram em torno dos US$ 197,915 bilhões. No início do ano, eram de US$ 181,378 bilhões. As compras diárias de dólares no mercado doméstico de câmbio feitas pelo Banco Central contribuíram para o alcance do novo patamar.

Segundo dados do Banco Central, o valor está próximo da dívida externa total, que alcançou US$ 201,6 bilhões em março (dado verificado) e US$ 203 bilhões em maio (dado estimado).

Em tese, um grande volume de reservas internacionais ajuda a proteger o país contra crises internacionais. O saldo acumulado é uma espécie de poupança do governo em moeda estrangeira e ajuda a indicar para o mercado financeiro que o país tem dinheiro suficiente para honrar sua dívida externa, diminuindo, portanto, as chances de um calote.

O aumento das reservas é citado como um dos motivos que levaram o Brasil a ser elevado à categoria de grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor's.

 

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