Classe C cresce para 44% e impulsiona consumo e serviços, diz pesquisa
da Folha Online
O percentual de brasileiros na classe C passou de 37%, em 2006, para 44% em 2007, segundo pesquisa da Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa) e da Nielsen. Nos últimos dois anos, aumentou em 22,5 milhões de brasileiros neste estrato social, o maior atualmente. Com isso, cresce também o acesso a cartões de crédito, bens e serviços.
"Falar da importância crescente desta classe sócio-econômica não é novo. A novidade é agir nas diferentes aspirações que permeiam esta nova classe C", afirmou João Carlos Lazzarini, diretor da Nielsen Brasil. Para ele, é preciso considerar não apenas a renda mensal dos dois grupos que pertencem à classe C (C1 e C2), mas também os diferentes estilos de vida.
A classe C tem participação de 46% no total gasto pelos consumidores e tíquete médio 6% maior. A consultoria usa os valores padrões para definir a subdivisão em C1 (renda média familiar de R$ 1.194) e C2 (R$ 726).
Segundo o estudo, 87% dos pesquisados usam o dinheiro disponível para pagar dívidas, 60% compram aparelhos eletrônicos, carros e celulares, 54% poupam, 50% compram produtos não usuais, 37% trocam as marcas por outras mais caras e 33% compram viagens, assinaturas de TV e acesso à internet.
No geral, a classe C tem como objetivo futuro a aquisição de bens de maior valor como imóveis e carros, que aparecem entre as prioridades após poupar e quitar dívidas. Segundo a pesquisa, 96% dos lares desta classe não têm empregada e 43% das mulheres são donas-de-casa.
O acesso a produtos e serviços é diferente entre as classes C1 e C2. As maiores diferenças estão em internet (21% e 6%, respectivamente), computador (33% e 13%), microondas (38% e 19%) e automóvel (60% e 20%).
Consumo e serviços
Com o aumento de consumidores na classe C, o acesso a bens e serviços também aumenta. Em 2006, 15% dos brasileiros possuíam computador e, em 2007, esse percentual passou para 23%. Também cresceram as geladeiras duplex (de 34% para 36%), internet paga (4% para 6%), microondas (25% para 28%) e TV por assinatura (4% para 6%).
Em outra comparação, enquanto a participação de cartões de crédito nos consumidores em geral subiu de 46,1%, em 2006, para 53,5%, em 2007, na classe C a alta foi de 51% para 57,8%, com incremento de 2 milhões de lares.
Em 2007, o consumidor fez compras a cada quatro dias, enquanto em 2006 ia a cada seis dias. O gasto médio por compra foi de R$ 36,40, o que representa um crescimento de 9%.
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