Servidores de agências reguladoras iniciam greve por reajuste salarial
ANA CAROLINA OLIVEIRA
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
Mais de 50% dos servidores de nível médio de agências reguladoras, como Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), entraram em greve hoje, segundo o presidente do sindicato das agências reguladoras, João Maria. As agências, porém, informam que não registraram paralisação significativa.
"A gente espera que o governo resolva o problema o mais rápido possível. Enquanto isso não acontecer, a greve é por tempo indeterminado", disse o sindicalista.
A principal reivindicação dos grevistas é por remuneração igual entre os servidores e a valorização da carreira de técnicos. "Nós queremos equiparação de remuneração entre os servidores de mesmo nível e valorização da carreira técnica", afirmou.
Na semana passada, o governo propôs aos servidores das agências reajuste do nível médio para faixa entre R$ 4 mil a R$ 7 mil (atualmente fica entre R$ 2.400 e R$ 2.900), e do nível superior, para R$ 10 mil a R$ 15 mil. A Sinagências (Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação) pede que, com o reajuste, as faixas pulem para entre R$ 7.900 a R$ 11,4 mil (nível médio) e entre R$ 12,2 mil a 18,4 mil (superior).
Na assembléia realizada na semana passada os servidores de nível superior aceitaram essa proposta, mas os de nível médio e os de carreira antiga nas agências recusaram.
Os servidores de carreira antiga são aqueles que migraram dos antigos órgãos reguladores para as agências de regulação, criadas no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Eles pedem que os seus salários sejam equiparados aos que entraram nos anos seguintes.
Além de Anatel e Aneel, aderiram à greve os servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e ANP (Agência Nacional do Petróleo).
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