Dinheiro
02/07/2008 - 09h02

Plano Agrícola prevê elevar cultivo de grãos e participação do Brasil

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da Agência Brasil

O Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009 para a agricultura empresarial, que será anunciado hoje pelo governo em Curitiba (PR), tem o objetivo de aumentar a participação do Brasil no fornecimento mundial de alimentos. A afirmação é do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edilson Guimarães.

Guimarães disse que o novo direcionamento do PAP para a safra 2008/2009 se deve à conjuntura mundial no mercado de alimentos. "O plano anterior foi feito num momento em que o setor estava saindo de uma crise. Agora, os preços dos alimentos estão altos e o país tem que aproveitar as oportunidades", afirmou.

O secretário explicou que o PAP 2007/2008 visava a retomada da atividade agropecuária, depois que registrou-se uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) do Agronegócio, em 2005, de 4,66% em relação ao ano anterior, e, na seqüência, em 2006, um crescimento de 0,45% em relação a 2005.

Conforme já foi antecipado pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o plano oferecerá linhas de crédito no valor de R$ 65 bilhões. Um dos principais objetivos do governo é aumentar os estoques oficiais de grãos, principalmente de arroz e milho.

Há a expectativa de que o governo anuncie ainda um aumento dos estoques públicos de grãos de 1,5 milhão de toneladas para 6 milhões de toneladas, no próximo ano. Isso representa um aumento de 400% no volume dos estoques.

O novo plano prevê também a correção dos preços mínimos pagos ao produtor, principalmente de arroz, feijão, milho e trigo, e vai ampliar a cobertura de seguro, como forma de garantir a renda e o aumento da produção. A meta é ultrapassar os 150 milhões de toneladas de grãos colhidos, um aumento de 5% em relação à safra atual.

Segundo Guimarães, outro objetivo do plano é promover a liquidez do produtor, a partir da diminuição dos impactos dos custos de produção. Nesse sentido, o problema considerado mais complexo pelo ministro da Agricultura é o preço dos fertilizantes.

O PAP 2008/2009 prevê ainda a recuperação de áreas degradadas, que, segundo o ministro, possibilitará aumento da produção sem que a agropecuária precise ocupar novas áreas, algumas vezes avançando sobre a floresta. Com esse intuito, o plano liberará R$ 1 bilhão em crédito.

Na quinta-feira (4), será lançado, em Brasília, o plano para a Agricultura Familiar, com crédito de R$ 13 bilhões.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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