Plano Agrícola prevê elevar cultivo de grãos e participação do Brasil
da Agência Brasil
O Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009 para a agricultura empresarial, que será anunciado hoje pelo governo em Curitiba (PR), tem o objetivo de aumentar a participação do Brasil no fornecimento mundial de alimentos. A afirmação é do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edilson Guimarães.
Guimarães disse que o novo direcionamento do PAP para a safra 2008/2009 se deve à conjuntura mundial no mercado de alimentos. "O plano anterior foi feito num momento em que o setor estava saindo de uma crise. Agora, os preços dos alimentos estão altos e o país tem que aproveitar as oportunidades", afirmou.
O secretário explicou que o PAP 2007/2008 visava a retomada da atividade agropecuária, depois que registrou-se uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) do Agronegócio, em 2005, de 4,66% em relação ao ano anterior, e, na seqüência, em 2006, um crescimento de 0,45% em relação a 2005.
Conforme já foi antecipado pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o plano oferecerá linhas de crédito no valor de R$ 65 bilhões. Um dos principais objetivos do governo é aumentar os estoques oficiais de grãos, principalmente de arroz e milho.
Há a expectativa de que o governo anuncie ainda um aumento dos estoques públicos de grãos de 1,5 milhão de toneladas para 6 milhões de toneladas, no próximo ano. Isso representa um aumento de 400% no volume dos estoques.
O novo plano prevê também a correção dos preços mínimos pagos ao produtor, principalmente de arroz, feijão, milho e trigo, e vai ampliar a cobertura de seguro, como forma de garantir a renda e o aumento da produção. A meta é ultrapassar os 150 milhões de toneladas de grãos colhidos, um aumento de 5% em relação à safra atual.
Segundo Guimarães, outro objetivo do plano é promover a liquidez do produtor, a partir da diminuição dos impactos dos custos de produção. Nesse sentido, o problema considerado mais complexo pelo ministro da Agricultura é o preço dos fertilizantes.
O PAP 2008/2009 prevê ainda a recuperação de áreas degradadas, que, segundo o ministro, possibilitará aumento da produção sem que a agropecuária precise ocupar novas áreas, algumas vezes avançando sobre a floresta. Com esse intuito, o plano liberará R$ 1 bilhão em crédito.
Na quinta-feira (4), será lançado, em Brasília, o plano para a Agricultura Familiar, com crédito de R$ 13 bilhões.
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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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